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As obras mais caras financiadas pelo BNDES no exterior

O governo divulgou nesta terça-feira detalhes dos contratos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social com o exterior. A ferramenta, que pode ser acessada aqui, mostra valores, taxas de juros, destinos e motivos dos empréstimos feitos pelo banco a países da América Latina e da África. Os recursos são provenientes quase que totalmente do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A obra mais cara é a Usina Siderúrgica Nacional, na Venezuela, ao custo de 865,42 milhões de dólares. Confira os contratos mais caros financiados pelo banco fora do Brasil.

As obras mais caras financiadas pelo BNDES no exterior:

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Usina Siderúrgica Nacional (Venezuela)

Em dezembro de 2012, foram contratados 865,42 milhões de dólares destinados à construção da Usina Siderúrgica Nacional no Estado de Bolívar, na Venezuela. A taxa de juros foi fixada em 4,45% e o negócio foi feito por intermédio da construtora Andrade Gutierrez.

Porto de Mariel (Cuba)

O BNDES financiou 682 milhões de dólares do Porto de Mariel, em Cuba, nos últimos três anos, cerca de dois terços do valor total estimado para o porto (957 milhões de dólares). A taxa de juros, entre 4,44% a 6,91% ao ano, é inferior a taxas praticadas em contratos no mercado de crédito brasileiro.

Termelétrica a carvão (República Dominicana)

Em setembro deste ano foram contratados 656 milhões de dólares para a construção de uma central termelétrica a carvão com duas unidades de geração na República Dominicana. O negócio foi feito por intermédio da Odebrecht e teve taxa de juros anuais fixadas em 4,13%.

Estaleiro para manutenção de embarcações (Venezuela)

O banco repassou 637,89 milhões de dólares à para a implantação de um estaleiro para a construção, reparos e manutenção de reparos de embarcações na Venezuela. A contratação foi feita em setembro de 2011, com juros a 3,45% ao ano. A construtora Andrade Gutierrez ficou à frente do negócio.

Malha de gasodutos (Argentina)

O BNDES destinou 636,88 milhões de dólares para a expansão da capacidade de transporte de gás natural das malhas dos gasodutos operados por TGS e TGN, a ser implementado pela distribuidora Cammesa, na Argentina.

Linha II de metrô (Venezuela)

O banco público também repassou 527,84 milhões de dólares para a construção da linha II do metro de Los teques, na Venezuela, com 12 km de extensão e 6 estações em seu percurso.

Gasodutos troncais (Argentina)

Foram destinados 436,39 milhões de dólares para a ampliação da capacidade de transporte da rede de gasodutos troncais de TGS e TGN, na Argentina.

Linha de metrô (Venezuela)

Para a construção da linha V do metrô de Caracas, na Venezuela, o banco destinou 368,33 milhões de dólares.

Barragem (Moçambique)

Foram contratados 320 milhões de dólares com o banco de investimento para a construção de barragem de Moamba-major localizada no rio Incomati (região de Moamba) para fornecimento de água. [checar grafia]

Sistema de água (Argentina)

O banco financiou 293,86 milhões de dólares da construção da planta de tratamento e do sistema de distribuição de água de Paraná de Las palmas, na Argentina.

Fonte: Veja online.

Equipe Agron

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