braquiária
A pecuária brasileira acaba de ganhar a BRS Carinás, a primeira cultivar nacional de Brachiaria decumbens. Desenvolvida pela Embrapa, ela supera a antiga “braquiarinha” (Basilisk) com até 18% mais forragem nas águas e 40% na seca. O resultado? Um aumento direto de 12% no ganho de peso animal por hectare e uma eficiência imbatível em solos pobres e sistemas de integração.
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Por mais de seis décadas, o pecuarista brasileiro dependeu de uma única opção de Brachiaria decumbens: a Basilisk, introduzida nos anos 60. Mas o jogo mudou. A BRS Carinás, fruto da parceria entre Embrapa e Unipasto, chega ao mercado como a primeira alternativa genuinamente verde e amarela para quem precisa de resiliência em solos desafiadores.
Se a antiga Basilisk já era a “pau para toda obra”, a BRS Carinás é a versão atualizada, turbinada e, convenhamos, muito mais eficiente para o bolso do produtor moderno que não tem tempo (nem dinheiro) a perder com pastos degradados.
Um dos grandes trunfos da BRS Carinás é sua performance em solos de baixa fertilidade e acidez elevada, típicos de vastas áreas do Cerrado. Enquanto outras forrageiras “reclamam” da falta de nutrientes, esta cultivar entrega até 16 toneladas de matéria seca por hectare.
O destaque não está apenas na quantidade, mas na qualidade: a planta possui uma proporção altíssima de folhas, que é exatamente o que o boi gosta (e precisa) comer para converter em arrobas. Ensaios práticos demonstram que o uso da BRS Carinás pode gerar um ganho de peso por hectare 12% superior à braquiarinha tradicional sob o mesmo manejo.
Muitos capins prometem o mundo nas águas, mas “somem” no primeiro sinal de poeira. A BRS Carinás mostra a que veio nas duas estações:
Além disso, ela possui porte ereto e não acama, facilitando o pastejo e garantindo uma rebrotação vigorosa — são 4 toneladas de massa seca em apenas 60 dias após as primeiras chuvas.
Se você trabalha com sistemas integrados, a BRS Carinás foi feita para você. Nos testes de consórcio com o milho, ela não competiu com o grão e ainda entregou 70% mais forragem na entressafra do que a Brachiaria ruziziensis.
Para quem gosta de matemática financeira aplicada ao campo, a reciclagem de nutrientes da palhada da BRS Carinás (em consórcio com soja) pode devolver ao solo o equivalente a 100 kg de ureia e 80 kg de cloreto de potássio. É adubo “de graça” para a próxima safra e uma redução real nos custos de produção.
Aqui está uma conclusão estratégica e otimizada para fechar o artigo com chave de ouro:
A chegada da BRS Carinás marca o fim de uma era de estagnação para quem depende da Brachiaria decumbens. Mais do que uma simples alternativa à antiga Basilisk, essa nova cultivar representa o que há de mais moderno em biotecnologia nacional voltada para a realidade do produtor brasileiro: eficiência em solos pobres, resistência no período seco e uma rentabilidade que se traduz em mais arrobas no bolso.
Seja para intensificar a produção no Cerrado ou para otimizar sistemas de integração, a BRS Carinás prova que a inovação é o melhor fertilizante para a pecuária. Com a disponibilidade de sementes batendo à porta, o próximo passo para o pecuarista que busca competitividade é, sem dúvida, abrir as porteiras para essa revolução verde da Embrapa. O futuro das pastagens brasileiras finalmente fala a nossa língua.
Imagem principal: YouTube.
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