arroba do boi
Se o seu tempo é curto, o resumo é direto: o preço do boi gordo segue firme, mas com divergências regionais marcantes. Enquanto as tradicionais praças de São Paulo (Barretos e Araçatuba) mantêm estabilidade na casa dos R$ 344,50 à vista, o estado do Pará — especificamente em Paragominas — assumiu o topo do ranking nacional cotado a impressionantes R$ 349,00 à vista. Santa Catarina também superou a referência paulista, operando a R$ 348,00, apesar de sinalizar uma leve pressão de baixa. No extremo oposto, o Acre amarga a menor cotação para animais de corte, na casa dos R$ 301,50.
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O mercado pecuário brasileiro adora pregar peças em quem considera o estado de São Paulo o teto inabalável de preços. Quem acompanha de perto o comportamento do setor percebeu uma movimentação curiosa nas últimas tabelas de negociação. O tradicional “padrão paulista” teve que pedir licença para o norte do país e para o sul catarinense brilharem no topo do pódio pecuário.
Se o seu vizinho de porteira insistir que São Paulo manda isolado no mercado pecuário, você já tem dados para um debate saudável no balcão da cooperativa.
Analisando os números brutos das principais praças de comercialização, fica evidente que o preço do boi gordo encontrou fôlego extra em regiões de forte demanda local ou de escala logística diferenciada. Em Paragominas (PA), o mercado precificou o animal em R$ 349,00 à vista e R$ 353,00 para 30 dias — consolidando-se como a praça mais valorizada do levantamento atual.
Logo atrás, Santa Catarina registra R$ 348,00 à vista. O detalhe irônico aqui é que, mesmo no topo, os frigoríficos catarinenses tentam puxar o freio de mão, indicando viés de baixa na última sessão. São Paulo, por sua vez, exibe calmaria e estabilidade, fixando Barretos e Araçatuba em R$ 344,50 à vista e R$ 348,00 a prazo.
No coração da produção pecuária, o Mato Grosso do Sul exibe estabilidade robusta. Dourados lidera o estado com o preço do boi gordo batendo R$ 341,50 à vista. Já em Goiás, tanto a região de Goiânia quanto o Sul do estado mantêm a cotação linear em R$ 326,50 à vista.
Enquanto isso, Minas Gerais apresenta um cenário fragmentado, onde o Triângulo Mineiro roda a R$ 319,50 e a região de Belo Horizonte respira um pouco melhor, cotada a R$ 326,50. Pelo visto, a distância dos grandes portos ou centros de consumo ainda cobra seu pedágio em solo mineiro.
Nem só de estabilidade vive o pecuarista. O mercado físico demonstrou reações localizadas de alta que merecem atenção estratégica. Se você atua no Tocantins ou na Bahia, há motivos para acompanhar o fechamento de contratos com otimismo moderado.
Esses movimentos indicam que escalas curtas em determinadas indústrias regionais forçaram os compradores a abrir a carteira. Por outro lado, o fantasma da pressão de baixa assombrou praças importantes do Mato Grosso (como o Norte e o Sudoeste do estado) e o Espírito Santo, onde o preço do boi gordo recuou para R$ 316,50 à vista.
Vale lembrar que o mercado gaúcho opera sob uma dinâmica totalmente diferente do restante do país, negociando os animais pelo peso vivo em quilos, e não por arroba. Em Pelotas, o quilo do boi vivo atinge R$ 12,55, demonstrando que o churrasco por lá mantém seu valor histórico intocado, operando de forma independente do estica-e-puxa das praças do Sudeste.
Com o preço do boi gordo desenhando esse mosaico de extremos — que vão desde os R$ 301,50 no Acre até os R$ 349,00 no Pará —, a recomendação de ouro para o fechamento de lotes é a avaliação rigorosa do prêmio por qualidade. Reter animais prontos esperando que sua praça milagrosamente acompanhe o teto paraense pode resultar em custos proibitivos de pastagem ou confinamento.
O momento exige que o pecuarista use a régua da gestão de custos antes de tomar qualquer decisão drástica de venda ou retenção de plantel.
| Praça / Região | Preço à Vista (R$) | Preço 30 Dias (R$) | Tendência |
| SP Barretos | 344,50 | 348,00 | Estável |
| SP Araçatuba | 344,50 | 348,00 | Estável |
| MG Triângulo | 319,50 | 323,00 | Estável |
| MG B.Horizonte | 326,50 | 330,00 | Estável |
| MG Norte | 316,50 | 320,00 | Estável |
| MG Sul | 316,50 | 320,00 | Estável |
| GO Goiânia | 326,50 | 330,00 | Estável |
| GO Reg. Sul | 326,50 | 330,00 | Estável |
| MS Dourados | 341,50 | 345,00 | Estável |
| MS C. Grande | 339,50 | 343,00 | Estável |
| MS Três Lagoas | 336,50 | 340,00 | 🔻 Baixa |
| RS Oeste (kg) | 12,35 | 12,50 | Estável |
| RS Pelotas (kg) | 12,55 | 12,70 | Estável |
| BA Sul | 313,50 | 317,00 | Estável |
| BA Oeste | 323,50 | 327,00 | 🔺 Alta |
| MT Norte | 336,50 | 340,00 | 🔻 Baixa |
| MT Sudoeste | 337,50 | 341,00 | 🔻 Baixa |
| MT Cuiabá* | 341,50 | 345,00 | Estável |
| MT Sudeste | 340,50 | 344,00 | Estável |
| PR Noroeste | 336,50 | 340,00 | Estável |
| SC | 348,00 | 352,00 | 🔻 Baixa |
| MA Oeste | 336,50 | 340,00 | Estável |
| Alagoas | 336,50 | 340,00 | Estável |
| PA Marabá | 339,50 | 343,00 | Estável |
| PA Redenção | 336,50 | 340,00 | Estável |
| PA Paragominas | 349,00 | 353,00 | Estável |
| RO Sudeste | 336,50 | 340,00 | Estável |
| TO Sul | 331,50 | 335,00 | 🔺 Alta |
| TO Norte | 331,50 | 335,00 | Estável |
| Acre | 301,50 | 305,00 | Estável |
| ES | 316,50 | 320,00 | 🔻 Baixa |
| RJ | 336,50 | 340,00 | Estável |
| Roraima | 336,50 | 340,00 | Estável |
Este artigo é de caráter informativo e opinativo, com dados e cotações referentes ao dia 19/06/2026. As informações podem conter imprecisões, sendo sua utilização de responsabilidade exclusiva do leitor. O conteúdo não constitui recomendação de investimento, orientação financeira, consultoria jurídica ou aconselhamento comercial. Decisões devem considerar as particularidades de cada operação, os regulamentos aplicáveis e, quando necessário, o apoio de profissionais habilitados. Os autores e o site não se responsabilizam por decisões tomadas com base neste material.
Fonte: Scot Consultoria, diversos sites especializados, além de informações levantadas diretamente com fazendas, veterinários e zootecnistas atuantes no mercado pecuário.
Imagem principal: Depositphotos.
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