O futuro do trigo brasileiro está no Cerrado

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Potencial de crescimento é enorme, a julgar pelos índices de produtividade registrados e pelo comportamento da cultura.

 

No Brasil Central o cereal foi introduzido nos anos 70 e a área plantada da cultura saltou de praticamente zero para os atuais 50 mil hectares. E o potencial de crescimento é enorme, a julgar pelos índices de produtividade registrados e pelo comportamento da cultura.

 

“O futuro do trigo brasileiro está no Cerrado”, afirma o pesquisador Julio Albrecht, da Embrapa Cerrados. Ele diz que a região tem enorme potencial de crescimento, devido ao trabalho de melhoramento genético desenvolvido pela Embrapa, que resultou em cultivares de alta qualidade e produtividade.

 

Com o suporte deste melhoramento genético, os produtores de trigo dos Cerrados estão registrando altos índices de produtividade, conta Albrecht. Segundo ele, no caso do trigo irrigado as médias atingem os 7.000 quilos por hectare, enquanto as variedades de sequeiro produzem médias de 1.800 quilos por hectare.

 

O trigo de sequeiro no cerrado é semeado em fevereiro/março e a colheita ocorre em maio/junho, enquanto o trigo irrigado na região é cultivado em abril/maio, para ser colhido em agosto/setembro, desenvolvendo-se, portanto, durante o período mais seco do ano, condição propícia para a obtenção de um produto de qualidade, já que é rara a ocorrência de chuvas no período de colheita. O clima seco, de outra parte, atua como fator de controle de diversas pragas e doenças da cultura.

 

Outra vantagem do trigo produzido no Cerrado é de ordem econômica. “A produção da região é a primeira a ser colhida no País, possibilitando, assim, ao produtor uma melhor remuneração por seu trigo”, explica o pesquisador.

 

A produção da região abastece os mercados de Brasília, Goiânia, Belo Horizonte e Triângulo Mineiro e as perspectivas são promissoras. “A produção de trigo irrigado tem potencial para atingir 2 milhões de hectares, ao passo que o trigo de sequeiro, com o desenvolvimento de novas e mais adaptadas variedades, poderá vir a ocupar cerca de 3 milhões de hectares”, calcula ele. Somadas, essas áreas potenciais representam o dobro da atual área cultivada com trigo no Brasil.

 

Fonte: Abitrigo.


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