Índios kaingang recuam depois de prisões

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Índios kaingang recuam depois da prisões por assassinato em Faxinalzinho.

 

Depois da prisão de cinco índios pelo assassinato de dois agricultores gaúchos, o líder da Federação das Organizações Indígenas do Rio Grande do Sul, o cacique Zaqueu Kaingang, anunciou na tarde de sábado (10) a desmobilização do movimento.

 

A organização recuou depois de prometer o envio de milhares de indígenas de outras aldeias para o município após as prisões. “A gente visualizou que poderia acontecer mais conflitos e pensou pela melhor saída de abortar a ida dos indígenas para Faxinalzinho”, afirmou Zaqueu Kaingang em entrevista coletiva convocada por ele mesmo.

 

As prisões ocorreram na tarde de sexta-feira (9). Entre os sete detidos, estava o cacique da Terra Indígena Votouro, Deoclides de Paula. O índio foi retirado de uma reunião na Câmara Municipal, onde representantes do governo do estado e do Ministério Público debatiam com líderes indígenas alternativas para amenizar o conflito depois do assassinato.

 

Por razões de segurança, cinco dos sete índios detidos foram transferidos da delegacia da Polícia Federal em Passo Fundo para a Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas.

 

Os dois agricultores, irmãos, foram assassinados pelos índios kaingang próximo à estrada que liga Erval Grande a Faxinalzinho. Segundo a Brigada Militar, as vítimas tentaram furar um bloqueio imposto pelos indígenas em estradas da região. Os irmãos queriam abrir passagem para cargas de ração para animais. Houve discussão e os agricultores tentaram fugir, mas foram alcançados pelos índios e mortos a golpes de facões, pauladas e tiros de espingarda.

 

O conflito envolve quase 200 famílias de indígenas e 140 de agricultores, de acordo com dados da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo.

 

Fonte: Notícias Agrícolas.


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