Seca do plantio e chuva da colheita
Seca do plantio e chuva da colheita afetam rendimentos no Sul de MT. Se ao Norte de Mato Grosso a colheita começa com rendimentos acima das expectativas, no Sul do estado a situação é oposta, conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo.
Um veranico registrado nas primeiras semanas de plantio da safra 2013/14 comprometeu o desenvolvimento das plantações. Nas áreas marcadas pela seca a produtividade inicial chega a estar 10 sacas por hectare abaixo da média final alcançada no ciclo passado. Em algumas fazendas houve inclusive replantio, relataram os produtores.
Dono de 1,28 mil hectares de soja no município de Itiquira, Celso Dalastra conta que está retirando do campo 48 sacas por hectare de média. Na temporada 2012/13, ele conseguiu fechar o ciclo com 57,6 sacas por hectare. Ele espera que a média inicial seja elevada com a evolução da colheita e alcance pelo menos o mesmo índice do ano passado, “mas para isso precisamos de clima e não ter problemas com mais nenhuma praga”, lembra. Até o momento, as máquinas colheram 2% da área total do produtor. No ano passado, os trabalhos começaram em fevereiro.
A pouco mais de 300 quilômetros dali, em Primavera do Leste (Sudeste do estado), são as chuvas excessivas que ameaçam derrubar as produtividades de soja e atrasam a entrada das colheitadeiras no campo. Na fazenda de Cezar Zanchet, o atraso é de 20 pontos porcentuais em relação ao ano passado. Até agora, ele colheu 20% dos 1,5 mil hectares plantados com soja. “Acredito que a minha média fique em 52 sacas por hectare. Eu esperava o mesmo resultado do ano passado [55 sacas por hectare]”, diz.
Rodovia?
Isso aqui é uma BR? A pergunta direcionada ao escriba deste Diário é do repórter fotográfico da Gazeta do Povo, Daniel Castellano, durante viagem em Mato Grosso. Esta é a primeira vez que o profissional vem para essas bandas, mas ele já cumpriu roteiros no Sul do país. O questionamento em tom de indignação se deve às péssimas condições da principal rodovia usada pelo agronegócio para exportação de grãos no Centro-Oeste brasileiro.
A situação da BR-163, que corta o país de Norte a Sul e no último ano recebeu cerca de 20 milhões de toneladas de soja e milho em carretas, continua contraditória em relação a sua importância. A estrada piora a partir da divisa com Mato Grosso do Sul. Além da irregularidade no asfalto e a falta de sinalização – vertical e horizontal — em boa parte do trecho até o Norte do estado os buracos aumentam em quantidade, profundidade e largura. Há inclusive pichações no asfalto questionando a finalidade do Imposto de Propriedade de Veículos Automores (IPVA).
Mas não é somente a BR-163 que está bombardeada. Há inclusive estradas estaduais com cobrança de pedágio cujo valor não se justifica. É o caso da MT-130, que liga os municípios de Primavera do Leste e Rondonópolis. Após pagarem uma tarifa de R$ 6,50 para carros e caminhonetes, motoristas precisam encarar mais de 200 quilômetros de estrada simples, com pouca sinalização e muitos buracos, que obrigam as carretas a invadirem a pista contrária.
A MT-235, que liga os municípios de Campo Novo do Parecis (Oeste) a Nova Mutum (Médio-Norte), é ainda pior. Um trecho de 30 quilômetros até o trevo para São José do Rio Claro obriga que os motoristas também façam zigue-zague na pista. Em muitos pontos, é preciso parar totalmente os veículos para evitar acidentes.
A Expedição Safra Gazeta do Povo rodou mais de 2 mil quilômetros somente pelas regiões produtoras de soja e milho de Mato Grosso na última semana. Na próxima segunda-feira (27), a equipe confere os trabalhos de colheita no estado vizinho de Mato Grosso do Sul, a partir da capital do estado Campo Grande.
Fonte: Gazeta do Povo.
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