Ferrugem asiática: MT tem foco em soja guaxa
Doença fúngica foi confirmada na região sudeste e passa a ser um grande indicativo de que o clima está propício O coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CDSV/Mapa), em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra, confirmou com uma publicação em seu Facebook a existência do primeiro caso de ferrugem asiática na safra 2013/2014.
A amostra foi coleta em 21 de novembro, no município de Alto Araguaia (a 418 quilômetros ao sudeste de Cuiabá), na divisa com o estado de Goiás. Segundo Guerra, a amostra, que teve a doença fúngica confirmada na última sexta-feira, é de uma planta guaxa, não foi detectada em lavouras comerciais.
Mesmo assim, como alerta, a existência da doença em plantas que se desenvolveram nas margens das rodovias e em alguns pontos das propriedades, indica a existência de condições climáticas propícias para propagação da enfermidade, e estas condições estão em conformidade com as relatadas como ideais pelo sistema Agrodetecta, serviço de monitoramento agrometeorológico composto por uma rede de estações.
O fungo da ferrugem asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, se dissemina em ambientes úmidos e com altas temperaturas, clima típico do Estado nesta época de chuvas. “Observem que a esporulação é recente, um dia, pois os esporos ainda estão clarinhos”, exclama Dias Guerra.
Ainda segundo o coordenador da CDSV/Mapa, o local onde a planta foi encontrada foi roçado para impedir o crescimento das guaxas, mais ainda assim, restaram algumas que acabaram possibilitando o desenvolvimento da doença. MOMENTO IMPORTANTE – O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Carlos Fávaro, e o diretor técnico da entidade, Nery Ribas, mantêm o alerta aos produtores de que não se esqueçam de monitorar também a ferrugem, já que todas as atenções até momento estavam voltadas à conclusão do plantio e à lagarta Helicoverpa armigera.
Em novembro de 2012, segundo o Consórcio Antiferrugem, quatro casos já tinham sido detectados, com uma proliferação acentuada da ferrugem em janeiro de 2013, quando iniciou a colheita da soja precoce. A orientação é para que os produtores inspecionem suas lavouras e fiquem atentos às informações do Consórcio Antiferrugem, que funciona como um sistema de alerta.
“Além de monitorar, é preciso procurar orientação profissional para tomar as decisões corretas, e usar tecnologia de aplicação eficiente para ter sucesso no controle da doença. A ferrugem está ai, e pode chegar à lavoura de qualquer um, amanhã ou depois”, lembra Nery Ribas. CONSÓRCIO – Segundo Dias Guerra, as informações sobre este primeiro caso e os doravante serão inseridos no site do Consórcio Antiferrugem, da Embrapa Soja, uma parceria público-privada que visa o combate à ferrugem asiática da soja.
Fonte: Diário de Cuiabá Marianna Peres.

