Grupo de agricultores foi estimulado pela Emater a investir na laranja. Variedades indicadas não deram certo e eles perderam tudo.
A motosserra destrói em segundos o sonho de muitos anos. Em 2003, por sugestão de técnicos da Emater, o agricultor José Simão deixou de plantar soja e trigo para investir na citricultura no norte do Paraná. Ele plantou mil pés de laranja do tipo navelina e 800 pés da variedade shamouti. A Emater fez a recomendação com base em pesquisas do Iapar e a promessa era ter frutos com qualidade e lucro.
Pelo menos 10 produtores de Cornélio Procópio investiram e tiveram os mesmos problemas.
Frutos, as árvores deram, mas com qualidade ruim. Elas são mais cascudas e secas por dentro. “Não têm boa aceitação, nem preferência do consumidor”, explica o agricultor Maurício Banachi.
Muitas laranjas também têm deformidades. Algumas chegam a pesar quase um quilo, mas o preço não acompanha.
Os produtores se uniram e entraram com ação na Justiça contra o governo do estado. Eles querem ser indenizados pelos prejuízos.
José Simão conta que precisou buscar outra fonte de rende e no momento está trabalhando como vigia para sobreviver. Antônio Cordeiro, que tem 71 anos de roça, também se afundou em dívidas.
Segundo o gerente regional da Emater, Paulo Hidalgo, o que pode ter havido foi a troca de material genético nos viveiros credenciados. Ele diz que precisaria ser feita uma análise para comprovar a variedade das frutas.
A Emater diz ainda que não pode ressarcir os produtores pelos prejuízos, mas oferece assistência técnica para novos plantios.
Fonte: Globo Rural
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