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BRP anuncia expansão de crédito para o agronegócio

Negociação foi oficializada nesta quinta pelo Banco Central; novo BRP espera quintuplicar os ativos em dois anos.

 

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Oferecer mais crédito aos clientes do agronegócio e de outras áreas, auxiliar na prospecção e elaboração de planos de novos negócios no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e Centro Oeste e quintuplicar os ativos em dois anos. Esses são os planos do novo BRP, antigo Banco Ribeirão Preto, cuja venda para a Vinci Partners foi oficializada pelo Banco Central no final de setembro e anunciada nesta quinta-feira (10/10) em Ribeirão Preto. O valor do negócio não foi informado. A meta do BRP é passar a carteira de crédito dos atuais R$ 100 milhões para R$ 500 milhões em dois anos, com ativos totais de cerca de R$ 600 milhões.

 

Único banco regional de Ribeirão Preto, o BRP foi criado há 18 anos e 6 meses com o propósito de atender de uma forma personalizada grandes clientes, geralmente pessoas jurídicas. Atualmente, o agronegócio é responsável por 45% do total de ativos do BRP, que mantém cerca de 300 clientes – houve uma retração nos últimos 12 meses, período em que a venda para a Vinci, a maior administradora independente de recursos do país, esteve sob a análise do Banco Central.

 

Nelson Rocha Augusto, sócio gestor da Vinci que foi mantido no cargo de presidente do BRP, diz que o alvo do banco são os clientes que faturam de R$ 100 milhões a R$ 300 milhões por ano. Segundo ele, com a aquisição pela Vinci, o BRP abre um novo ciclo e vai oferecer uma gama muito maior de serviços a seus clientes com uma robustez econômica muito diferente e uma independência de gestão para manter a política de relacionamento “olho no olho” com o cliente, focando no desenvolvimento de produtos específicos para cada um.

 

Segundo o presidente, toda a cadeia do complexo agroindustrial, que inclui cana, grãos, café, laranja e gado de corte, está no target do BRP. “Com a Vinci, passo a ter mais produtos para oferecer ao agronegócio e também aos outros setores que nos interessam alcançar, como a construção civil e os serviços.”

 

Augusto diz que, apesar da fama, o setor sucroalcooleiro não detém a maior parte dos créditos do setor do agronegócio do banco, nunca tendo alcançado 20% da carteira. “A cana é menor que o café e, ao contrário do que todo mundo pensa quando olha para Ribeirão, a atividade do setor sucroalcooleiro é menor do que a do setor de serviços.”

 

 

Fonte: Eliane Silva

Janielly Santos

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