Diversão e ciência em prol da educação ambiental em Brasília, DF.
Brasília, 17 de setembro de 2013 – Quase 200 crianças de duas escolas do Distrito Federal – Padre Réus (Valparaíso) e Classe 114 Sul – inauguraram no dia 17 de setembro o Caminho Sustentável da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 47 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Essa iniciativa é coordenada pelo Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) da Unidade e faz parte do projeto: “A ciência e a tecnologia ao alcance de todos: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia inova no relacionamento com seus públicos”. O objetivo é divulgar as tecnologias da Unidade para o público em geral, especialmente estudantes, de forma lúdica e sustentável.
A placa de inauguração foi descerrada pelo Chefe-Geral da Unidade, Mauro Carneiro, e pelo assessor da Diretoria-Executiva de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Ederlon Oliveira. Na ocasião, o assessor da Diretoria comentou que “são iniciativas como essa que fazem a diferença. Pois são inovadoras, têm baixos custos e são muito importantes para a divulgação da ciência e da tecnologia para a sociedade brasileira”.
Para Mauro Carneiro, o Caminho Sustentável contribui para a educação ambiental, visto que divulga conceitos relacionados à sustentabilidade para a comunidade estudantil do Distrito Federal. Além disso, é uma forma muito eficiente, inovadora e atraente de dialogar com a sociedade. É um espaço lúdico, no qual parte das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa é apresentada ao grande público. “Esperamos, com essa iniciativa, aumentar a compreensão e o interesse pela ciência e pela tecnologia no país, além de colaborar para promover a imagem institucional junto à sociedade”, afirma o Chefe-Geral.
O percurso: informação, entretenimento e sustentabilidade
Depois de participarem do descerramento da placa de inauguração, os estudantes começaram o percurso montado no Caminho Sustentável, com uma apresentação teatral encenada na tenda próxima aos bambuzais da Unidade. A peça tem como tema central: a nova Arca de Noé da Embrapa e para apresentá-lo, dois atores – um representa um produtor e o outro um boi da raça Junqueira – falam sobre as pesquisas de conservação e uso sustentável desenvolvidas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em prol da segurança alimentar das gerações atuais e futuras.
Assim como Noé enfrentou o dilúvio para salvar os animais, os cientistas da Embrapa, os Noés modernos, correm contra o tempo para salvar plantas, animais e micro-organismos de interesse para a pesquisa agropecuária brasileira de outros problemas que ameaçam a biosiversidade, como: seca, desmatamentos, queimadas e mudanças climáticas.
A raça bovina Junqueira é uma das que faz parte da Arca de Noé da Embrapa. Essa, entre outras raças de caprinos, suínos, equinos, ovinos, bubalinos e asininos são chamadas de naturalizadas ou locais porque se encontram no Brasil há séculos, muitas desde a época da colonização. Por isso, guardam características de rusticidade e adaptabilidade (como por exemplo, resistência a doenças e estresses climáticos) adquiridas ao longo do tempo muito importantes para programas de melhoramento genético. Essas raças foram substituídas por outras mais produtivas, o que as tornou ameaçadas de extinção, levando a Embrapa a conservá-las em parceria com outras instituições de pesquisa, universidades e associações de criadores de todo o Brasil.
Depois do teatro, os estudantes seguiram para o “Quiosque da Tecnologia”, onde está montada uma exposição de algumas tecnologias da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Lá, eles ouviram a explicações dos pesquisadores, analistas e técnicos da Unidade sobre controle biológico de pragas (Francisco Schmidt e Marcelo Soares); conservação de plantas in vitro (Luciene Dioinízio Cardoso) e conservação de sementes (Valdemiro de Oliveira Pais).
Após o quiosque, foram para o Jardim de Cheiros, onde é possível sentir os aromas e texturas de plantas aromáticas.
Depois, plantaram uma árvore do cerrado no “Bosque do Cerrado” e seguiram pela trilha ecológica da Unidade, onde conheceram as coleções de banana, eucalipto, plantas medicinais e as pesquisas com feromônios para monitoramento e controle biológico de percevejos-praga da soja.
Por fim, se divertiram no “Xadrez sustentável”, uma proposta lúdica de apresentação desse jogo, na qual o tabuleiro é pintado no chão e as peças são feitas de garrafa pet. Essa proposta inovadora foi elaborada pelo professor do Instituto Federal de Brasília, campus Planaltina, André Melo, que gentilmente emprestou para a Embrapa.
Caminho Sustentável desperta vocação científica
Todas essas atividades têm um objetivo em comum: apresentar o fantástico mundo da ciência e da tecnologia para o público estudantil, com o objetivo de aumentar a compreensão sobre a pesquisa agropecuária, popularizar e despertar a vocação científica.
E deu certo. Pelo menos, para Ana Carolina Rodrigues Silva e Maria Eduarda Alves Barreto, 9 e 10 anos, respectivamente, da 4ª série da escola Padre Réus, que afirmaram que a visita à Embrapa despertou nelas a vontade de ser cientistas da Embrapa e cuidar da saúde de plantas e animais. “De todos os passeios que já fizemos pela escola para cinema e clubes, esse foi o que mais gostamos porque aprendemos muitas coisas sobre plantas, como cultivá-las e a importância delas para o meio ambiente”, ressaltaram.
Já Riquelme Machado Costa, 9 anos, da 4ª série da escola Classe 114 Sul, disse que o que mais gostou foi o Jardim de Cheiros e o controle biológico de pragas. “É muito legal saber que a Embrapa utiliza outros insetos e algumas bactérias para controlar pragas da agricultura. Assim, podemos diminuir o uso de inseticidas na natureza e proteger a nossa biodiversidade”, comemorou o menino.
Gabriel Ribeiro Lima, 9 anos, Rafael Silva, 8 anos, e Maria Laura Morais da Cunha, também da Escola Classe 114 Sul, adoraram o teatro.
Gostos à parte, o fato é que o primeiro dia de visita ao Caminho Sustentável da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia mostrou que é possível misturar ciência e diversão em prol da educação ambiental.
Como o objetivo do projeto é fazer com que o conteúdo científico seja efetivamente compreendido e trabalhado em sala de aula, estão sendo entregues aos visitantes materiais impressos sobre a trilha e as pesquisas da Embrapa. Nesse material, consta também uma avaliação a ser preenchida pelos alunos e professores para que o Caminho Sustentável possa ser cada vez mais efetivo.
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