Após uma semana em território indiano, a Expedição Safra Gazeta do Povo encerrou a temporada 2012/13 com uma missão, que passa por entender as demandas de um novo momento da economia que mais cresce – ou pelo menos a que mais crescia – entre os integrantes do BRICS, aliança formada por Brasil, Rússia, Índia e China e que recentemente ganhou a adesão da África do Sul. Na Índia, que abriu seu mercado e chegou a ser celebrada como um milagre econômico, muito ainda precisa ser feito para consolidar o país como um importante player do mundo globalizado.
Com a moeda local desvalorizada e as contas públicas no vermelho, o país vive um dilema que estabelece uma contradição ao processo de ascensão que pautou sua economia na última década. O cenário atual coloca em xeque o futuro de um ambiente de prosperidade que aumentou do poder aquisitivo da população, melhorou a renda per capita e, por consequência, o consumo interno.
Agora, a Índia precisa recuperar o fôlego da sua economia para não deixar de atender à demanda que foi criada e estimulada. Assim como no Brasil, a estratégia indiana passa por questões econômicas e sociais, com impacto direto no agronegócio. A leitura parte do princípio de que, pelo menos em tese, a produção agrícola e pecuária é o segmento da economia que consegue dar uma resposta mais rápida à economia, já que é feita de ciclos mais curtos, renovados ano a ano.
Na semana passada, o país anunciou uma série de medidas nesse sentido, que vão do combate à fome, com subsídio à aquisição de alimentos, previsto na recém aprovada Food Security Bill, com US$ 20 bilhões/ano, e um f orte investimento em infraestrutura com o desembolso de US$ 28 bilhões. Para Robson Mafioletti, que acompanhou a viagem como representante da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o agronegócio brasileiro pode contribuir de forma positiva para fornecimento de alimentos à Índia.
“Com uma população que passa de 1,2 bilhão de habitantes e com o equivalente a apenas um terço do território brasileiro, a produção superior a 250 milhões de toneladas entre arroz, trigo, milho e soja começa se tornar insuficiente para abastecimento interno.” Mafioletti complementa lembrando que a grande relação comercial entre os países atualmente é no mercado de petróleo e derivados.
Mas que na sequência entra o mercado de óleo de soja e açúcar, “em que o Brasil é altamente competitivo e pode ganhar espaço, contando com um parceiro [a Índia] com potencial de crescimento consistente no médio e longo prazo”. Para Jai Shroff, executivo da United Phosphoros Limited (UPL), que mantém negócios na Índia e em mais de 100 países, entre os quais o Brasil, as mudanças na economia indiana ocorrem basicamente por dois motivos. Um deles é que a renda da classe média cresce continuamente.
O segundo, que na verdade é uma consequência do primeiro, é que, como as pessoas estão entrando na classe média, seus hábitos alimentares estão mudando. “O que define o Brasil como um parceiro natural, porque vocês têm muita produção agrícola, a agricultura é realmente uma indústria e a Índia é um bom consumidor”.
Fonte: Gazeta do Povo.
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