Ação pretende suspender abates por um mês

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O movimento “SEMANA DA DEPENDÊNCIA” trata-se de um manifesto que pede a suspensão de fornecimento de gêneros alimentícios, principalmente carne e grãos, nos períodos predeterminados, em que haja necessidade de atenção a determinadas ações governamentais que estejam sendo negligenciadas, seja por falta de interesse político, seja por atitudes criminosas corriqueiras do governo ou sua costumeira falta de capacidade intelectual.

  

O primeiro ato de suspensão será de 20 de agosto a 20 de setembro de 2013, cujo ápice do desabastecimento se dará na semana da pátria, no feriado do Dia da Independência. Daí o nome do movimento, com uma alusão clara de que o país ‘depende’ do produtor rural para existir.

 


Vídeo: Glauco Mascarenhas, pecuarista e coordenador do movimento, explica como o movimento está se organizando.

 

Glauco, explica que essa é uma ideia antiga de produtores rurais que pretendiam suspender o fornecimento de alimentos para chamar a atenção para uma série de problemas que vem acontecendo no campo. A mobilização começou a tomar corpo no início de junho no município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, coincidentemente no mesmo período em que as manifestações populares explodiram pelo Brasil. “A coisa veio acumulando e estourou com a questão da demarcação de terras. Não se trata mais apenas de um motivo puramente econômico, mas também de vidas humanas, de conflitos, e o governo federal está deixando a coisa se desenrolar sem demonstrar uma atitude concreta para que isso termine. Entendemos que é a hora de fazer algo que dê algum impacto maior para que o governo tome alguma atitude. Temos uma experiência de que o governo não age nunca, apenas reage, e, então, tomamos essa iniciativa”, afirma.

 

Mascarenhas informa que já existe adesão de produtores de todo o País, que se manifestam por telefone e também via redes sociais, ferramenta que está sendo utilizada na campanha. “Tem gente que distribui materiais no Mato Grosso, São Paulo, Goiás, no próprio Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Mato Grosso do Sul, praticamente todos os sindicatos rurais aderiram. É difícil quantificar quantos produtores estão engajados, pois é um movimento aberto. Acredito que vá acontecer essa paralisação, se não de 100%, mas de forma que vá causar um impacto político e econômico muito forte”, avalia.

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O coordenador do movimento reforça que cada região tem uma pauta específica. No Nordeste, por exemplo, um pedido dos produtores é o alongamento de prazos para quitação de financiamentos agrícolas para os grandes produtores que foram atingidos pela seca na região, já que apenas a agricultura familiar foi contemplada com a prorrogação. Mascarenhas lembra também que existem demandas que estão diretamente relacionadas com a sociedade urbana. “Temos uma questão que envolve liberação da venda de etanol das usinas diretamente para as cidades, sem intervenção do Ministério de Minas e Energia. Isso vai causar um impacto econômico imediato, acreditamos que o preço pode ter pelo menos 50% de queda, o que vai impactar na gasolina”, salienta.

 

Nesta semana, Mascarenhas esteve em Brasília para apresentar as demandas do movimento para os deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária. Questionado sobre contatos com o governo, o pecuarista afirma que será apresentada a pauta antes do início das mobilizações. “O momento para o governo federal deve estar complicado, parece perdido. É cultural que o governo acredite que não há união na classe produtora. Não acreditamos que o governo vá se mexer antes de sofrer o impacto”, enfatiza.

 

Fonte: Portal Agron – Com informações: www.semanadadependencia.com.br

 


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