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Mercosul negocia mercado agropecuário com a UE

Agropecuária do MERCOSUL defende rápida conclusão das negociações comerciais com a união Européia.

 

Produtores rurais ressaltam papel do bloco como fornecedor de alimentos e energia renovável e cobram maior diálogo com os governos.

 

Diante do grande potencial do mercado europeu, o setor agropecuário do Mercosul adotou um posicionamento firme e unânime em defesa do acordo comercial entre os dois blocos. A informação está no “Manifesto Buenos Aires”, elaborado pela Federação das Associações Rurais do Mercosul (FARM), fórum supranacional que reúne as entidades rurais dos países fundadores do Mercosul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina), além do Chile e da Bolívia.

 

“Enquanto o setor privado do Mercosul alcançou o consenso e apóia firmemente a abertura do comércio com a União Europeia, os nossos governos estão longe de avançar no tema”, afirma o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente pro tempore da FARM, Carlos Sperotto. 

 

A inserção internacional é um dos temas prioritários para os produtores rurais do Mercosul. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), os quatro países fundadores do bloco responderam por 16% das exportações globais de alimentos em 2010 e por 14% da produção agropecuária mundial em 2011. O documento da FARM destaca o papel fundamental do bloco do Cone Sul como “provedor competitivo e confiável de alimentos e de energia renovável no âmbito regional e mundial”. 

 

Sperotto alerta, ainda, para a urgência da definição, já que os europeus estabeleceram o mês de outubro como data final para apresentação das ofertas de liberação comercial. “O que percebemos é que os governos correm o risco de não cumprir o prazo, ameaçando o sucesso dessa negociação que é fundamental para o setor agropecuário e para a economia regional”, completou.

 

Os produtores rurais apontam, ainda, para a necessidade de impulsionar e aprofundar o diálogo entre os governos e os setores produtivos, com o objetivo de melhorar as políticas públicas para a consolidação do desenvolvimento sustentável e para a maior inserção internacional do Mercosul.

 

Além das questões comerciais, os agricultores manifestam preocupação com a insegurança jurídica e com as políticas econômicas intervencionistas que comprometem o desempenho do setor. No documento, ressaltam a importância de respeitar “as bases democráticas, os direitos individuais, a propriedade privada, as instituições, os princípios de livre iniciativa e liberdade do comércio”.

 

Além da CNA, assinaram o “Manifesto Buenos Aires”: Sociedade Rural Brasileira (SRB), Confederações Rurais Argentinas (CRA), Sociedade Rural Argentina (SRA), Associação Rural do Paraguai (ARP), Sociedade Nacional de Agricultura do Chile, Confederação dos Pecuaristas da Bolívia, Associação Rural do Uruguai e Federação Rural do Uruguai. 

 

Fonte; Assessoria de Comunicação CNA

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