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Exercícios preservam a saúde dos trabalhadores

Casos de lesão por esforço repetitivo são muito comuns no campo. Programas de exercício tentam reverter esse quadro.

 

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Todas as manhãs, a clareira no meio da plantação de eucalipto, em Votorantim, se transforma em sala improvisada de ginástica.

Há dois anos, a ginástica laboral diária era obrigatória, hoje é disputada. Desconfiados no começo, os trabalhadores da roça se renderam aos resultados.

“Antes quando eu não fazia ginástica, a gente tinha problemas mesmo. Ficava mais cansativo o trabalho, cansava mais. Agora, com a ginástica, a gente se sente melhor”, diz Salvador Moraes, servente rural.

Em uma flora, em Piedade, as cenas são comuns. São quase 100 funcionários que a cada uma hora e meia fazem uma pausa de cinco minutos para cuidar do principal instrumento de trabalho: o corpo.

De lá saem 30 mil vasos por semana e o dono deu um jeito de tornar o ambiente colorido ainda mais agradável aos trabalhadores. Foi ele quem inventou um suporte para pegar os vasos do chão e levá-los ao caminhão, processo que ajuda no estaqueamento das plantas.

Antes as funcionárias tinham que segurar o vaso com uma das mãos e colocar a estaca com a outra. E quase sempre no final do dia, se queixavam de dores no pulso e no ombro. Agora, elas ficam com as duas mãos livres e não fazem mais tanta força.
Além disso, a fazenda contratou uma ergonomista, profissional que cuida da saúde dos trabalhadores, desde a postura durante as tarefas até o tipo de trabalho que cada um vai fazer.

Como acontece em praticamente todo lugar, cada trabalhor tem uma meta de produção. A diferença é que também há um limite. A cada vaso concluído, um toque no reloginho. A produção do dia é anotada em uma ficha. Isabel Sales é uma das líderes de produção responsáveis por fiscalizar a produção dos outros trabalhadores, tanto dos que produzem pouco, quanto dos que fazem muito.

O resultado disso é que o último afastamento por lesão na fazenda foi em 2010. “Isso nos trouxe bastante resultado em termos de produtividade. É um trabalho que começamos e não podemos parar mais”, conta o produtor Mareo Fujimaki.

 

Fonte: Globo Rural

Janielly Santos

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