Parasita substitui agrotóxicos contra greening

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Pesquisa da USP diz que parasita substitui uso de agrotóxicos contra o greening. Estudo realizado em Piracicaba indica necessidade de produção em escala. Ação biológica se mostrou eficaz no controle da doença que devasta citros.

 

A produção em larga escala de um parasitoide que combate o inseto transmissor do greening, doença que devasta os pomares de citros, é a alternativa mais eficaz ao uso de agrotóxicos para o controle do problema nas plantações, revela pesquisa desenvolvida no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).

O estudo, realizado por Alexandre José Ferreira Diniz, pós-graduando em entomologia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), constatou que o parasitoide Tamarixia radiata é capaz de diminuir em até 80% a população do psilídeo Diaphorina citri, transmissor do greening.

O pesquisador observou a ação da praga em propriedades do estado de São Paulo e também em laboratório. Por meio da coleta de ramos de plantas de citros e murta, Diniz identificou as possibilidades de utilização do parasitoide no controle dos psilídeos.

De acordo com o pesquisador, os métodos de criação do inimigo natural ainda são realizados de forma manual, o que onera o sistema. Diniz aponta como prioridade para a comunidade acadêmica especializada o desenvolvimento da automação da produção do parasitoide.

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“Em países como o México já existe investimento por grande parte dos agricultores. A demanda no Brasil por este tipo de inseto é cada vez maior, já que o parasitoide é capaz de reduzir entre 70% e 80% a praga transmissora do greening quando liberado em campo na taxa de 400 indivíduos por hectare”, informou via assessoria da Esalq.

Mais de 3 milhões de pés de laranja foram arrancados devido o greening no estado de SP (Foto: Reprodução/EPTV)

O Huanglongbing, também conhecido como HLB ou greening, começou a se espalhar em 2004 e é a doneça considerada mais devastadora da citricultura. O greening é causado por uma bactéria que provoca queda de folhas, os galhos secam e a planta fica improdutiva e com frutos pequenos. Quando o pomar está contaminado, a melhor alternativa é a erradicação do pé. A doença é de difícil controle e se espalha rapidamente pela lavoura.

 

Fonte: G1 Piracicaba e Região


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