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Manejo de pragas agrícolas

Como parte da agenda de transferência de tecnologias da Embrapa Amapá, está sendo realizado nesta semana o terceiro curso programado para extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Amapá (Rurap). Participam da capacitação uma equipe de 40 técnicos de extensão rural lotados nos escritórios instalados nos 16 municípios do estado.

 

O primeiro curso foi realizado em janeiro deste ano, voltado para práticas de manejo de açaizais nativos, no Campo Experimental de Mazagão. Em abril foi a vez da capacitação abordando o Sistema Bragantino, tecnologia agrícola que consiste no cultivo em consórcio e em rotação de diversas culturas alimentares (milho, feijão-caupi, arroz e mandioca) em um mesmo ambiente, substituindo a prática de derruba e queima na agricultura.

 

Um dos participantes é o coordenador do Programa Territorial de Agricultura Familiar (Protaf) no Rurap, Gabriel Pinheiro. “Considero importante a continuidade destes cursos. São conhecimentos repassados pelo Rurap para o agricultor na prática, e que agora vai incrementar muito mais o conhecimento deles (dos produtores) nas questões dessas culturas”, acrescentou Gabriel Pinheiro. O Protaf tem como base tecnológica o Sistema Bragantino.

 

Neste período de 24 a 28/6, a capacitação para os técnicos do Rurap tem como foco o controle e manejo de pragas agrícolas que afetam as culturas da mandioca, arroz, milho, soja e feijão-caupi. A programação consta de apresentações no auditório da Embrapa Amapá, de 24 a 26/6, e de atividades práticas no Campo do Cerrado, nos dias 27 e 28/6.

 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amapá, Adilson Lopes Lima, o conteúdo do curso inclui identificação dos principais insetos-praga , medidas de manejo e controle mais adequadas, identificação e controle das principais doenças, além de conceitos de plantas daninhas e formas de manejo integrado. Também faz parte do conteúdo do curso informações sobre herbicidas e o uso correto e seguro de agrotóxicos.

 

O pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém), Eudes Carvalho, ministrou o módulo sobre doenças de plantas, a fitopatologia, focando nos cultivos de milho, arroz, mandioca e feijão-caupi. “O nosso objetivo principal foi mostrar aos extensionistas os princípios de controle de doenças de plantas, de forma que o público, ao final, consiga identificar uma doença e diferenciá-la de uma deficiência nutricional”, disse o pesquisador.

 

Outro assunto abordado foram as plantas daninhas. Segundo o pesquisador da Embrapa Amapá Luis Wagner Alves, a planta é considerada daninha quando ela entra em competição com a cultura implantada no ambiente, ou seja, quando ela está no lugar onde não deveria estar. Luis Wagner enfatizou, entre outros aspectos, os métodos de controle das plantas daninhas.

 

“A gente caminha para o que chamamos de manejo integrado, que é utilizar mais de uma forma de controle das plantas daninhas. Um exemplo é o que fazemos como o plantio na hora certa, com fertilização correta, no espaçamento correto, com a cultivar correta, e podemos usar ou não um produto químico para ajudar no controle dessas plantas daninhas”, informou Luis Wagner.

 

A utilização de herbicidas pode fazer parte do manejo integrado, defende o pesquisador Luis Wagner Alves. Mas para isso é preciso usar o herbicida recomendado para a determinada cultura que o produtor está trabalhando. “O herbicida deve está registrado no Ministério da Agricultura e em outros ministérios (Saúde / Meio Ambiente) na dose correta, com todas as condições recomendadas em rótulo e dentro da ciência”, acrescentou o pesquisador.

 

Na quarta-feira, 26/6, o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Roni de Azevedo, falará sobre os principais insetos-praga das culturas do arroz, milho, soja e feijão-caupi, dando ênfase ao manejo integrado. Nos dias 26 e 27/6, as atividades acontecem no Campo do Cerrado, localizado no km 45 da BR 156, com aulas práticas de tecnologia de aplicação de agroquímicos, diagnóstico de doenças a campo, identificação de espécies invasoras e insetos-praga.

 

Este curso faz parte do termo de cooperação celebrado entre a Embrapa Amapá e o Governo do Estado, com o objetivo de executar ações de transferência de tecnologia na capacitação de extensionistas.

 

Fonte: Embrapa.

Equipe Agron

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