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MS quer sistema único de pesagem de carcaça

Mato Grosso do Sul pretende implementar este ano projeto-piloto de um sistema único de pesagem de carcaça de carne bovina. O programa decorre de uma agenda positiva, composta de oito itens, discutida há cerca de um ano pelas entidades representativas do setor e da indústria, coordenada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

 

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‘O objetivo é apoiar cada vez mais o bom relacionamento entre indústria e produtor, minimizando e até eliminando os pontos de discórdia e desconfiança entre esses elos da cadeia, incluindo o varejo’, disse o diretor de Relações Institucionais da Famasul, Rogério Baretta, após reunião, que terminou nesta quarta-feira, 19, na Câmara Setorial de Carne Bovina, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. No sábado, 22, a Famasul vai apresentar a proposta à JBS para ser utilizada na unidade da empresa em Campo Grande (MS).

O projeto de sistema de pesagem se baseia na experiência do Instituto Nacional de Carnes do Uruguai (Inac). É uma ferramenta única de três balanças lacradas, sem operador, com auditoria externa e gestão compartilhada. As informações são enviadas para uma base de dados comum da indústria e do produtor. ‘A ideia é usar o projeto-piloto para uma solução nacional. Não podemos mais chamar nosso comprador de gado de ladrão e nosso comprador não confiar no produtor. Temos que mudar esse conceito. Precisamos de um elo de confiança (produtor-indústria-varejo), senão o setor como um todo não evolui’, disse Baretta.

Preços e Consebov
O executivo também informou que a Famasul, com professores e pesquisadores da área, está em fase final da elaboração de um levantamento de preço no Estado para analisar as influências dos elos na formação de preço do boi gordo e o potencial de rentabilidade que as cotações da matéria-prima podem alcançar. Conforme o diretor, o estudo foi baseado nas experiências do Consecana e do Conseleite.

‘Teremos uma reunião com as indústrias para apresentação do resultado, que já me informaram que há espaço para melhorarmos a rentabilidade tanto do produtor quanto da indústria sem afetar o consumidor’, disse. A Famasul ainda pretende contribuir na melhoria dos índices das propriedades do Estado. Em parceria com instituições como Sebrae e Embrapa, em 2012, foram realizados diagnósticos e melhorias em 30 propriedades. Para este ano, a meta é incluir 120 estabelecimentos.

Sobre a criação do Consebov nacional, a Famasul diz apoiar a decisão, mas teria que seguir a linha de órgão regulador, privado, sem interferência, mas com a participação dos três elos da cadeia (varejo-indústria-produtor). De acordo com a entidade, ainda são necessários esforços regionais para estudar e melhorar a relação dos participantes do segmento. Hoje, em Mato Grosso do Sul, existem 36 frigoríficos, sendo 13 parados ou fechados.

 

Fonte: Famasul

Janielly Santos

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