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Fiscalização do vazio sanitário

Equipes do Indea já estão trabalhando na fiscalização do período do vazio sanitário.

 

As equipes de fiscalização do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) já estão atuando para garantir que os produtores respeitem o período do vazio sanitário da soja em Mato Grosso. Ao todo são 50 grupos que, durante os 90 dias, devem garantir a ausência da planta no estado. O vazio sanitário começou no último sábado (15) e segue até o dia 15 de setembro.

 

O trabalho das equipes consiste em multar produtores que descumprirem  a Instrução Normativa Nº057/2.2012 do órgão, sob determinação da Lei Estadual Nº 8.589, de 27 de novembro de 2006, que prevê um intervalo de três meses sem a presença da soja. Os profissionais percorrerão todos os municípios mato-grossenses para averiguar como os agricultores estão lidando com a situação. 

 

O coordenador de Defesa Sanitária e Vegetal do Indea, Ronaldo Assis esclarece a metodologia de funcionamento das inspeções. “Não existe um perímetro de risco, entretanto, as áreas mais úmidas ficam com a maior atenção. Isso acontece devido a ameaça de aparecimento da ferrugem asiática ser maior nestas regiões.

 

O processo de fiscalização funciona por amostragem. Ao todo, 20% de todas as propriedades do estado devem ser averiguadas. Além disto, também são vistoriadas todas as áreas sob denúncia. As queixas podem ser direcionadas às sedes do Indea, inclusive por telefone”, disse.

 

Assis explica que ao ser encontrado a planta de soja na propriedade o dono da área recebe uma multa. “Quando não é realizada a eliminação completa da espécie nestes três meses o proprietário pagará uma multa de 30 Unidades Padrão Fiscal (UPF’s), mais duas por hectare em que não houver a remoção da planta. Porém, como isto é de total interesse do agricultor, é um dever de casa ter este cuidado”. Cada UPF equivale a R$ 75,00. Um dos cuidados que o agricultor pode tomar para evitar o aparecimento da ferrugem asiática é ato de intercalar as culturas, conclui Ronaldo Assis.

 

O agricultor Marcos Da Rosa, de Canarana, a 838 quilômetros da capital do estado, já teve problemas com a doença. “De 2004 para 2005 eu tive uma perda muito grande devido a ferrugem asiática. O rendimento com a soja nesta época foi de 10 sacas por hectare. Eu sempre tomei os cuidado para evitar a presença deste mal na minha propriedade, evitando a soja guaxa”.

 

Fonte: Agrodebate

Equipe Agron

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