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CNA: Promove seminário

CNA promove seminário em Pequim para incrementar comércio e atrair investimentos para logística do Brasil.

 

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Incrementar as exportações brasileiras de carnes, produtos florestais, suco de laranja e café para a China, além de atrair investimentos do país asiático para a infraestrutura de transporte do Brasil. Esses são os principais objetivos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ao organizar, para o mês de setembro, um seminário em Pequim, na China.

 

Nesta quinta-feira (13/06), a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, reuniu-se, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para falar das expectativas para esse encontro e convidá-lo para participar do seminário e de um encontro prévio, marcado para 1º de julho, em São Paulo, do qual devem participar cerca de 150 empresários do setor agroindustrial.

 

Segundo a presidente da CNA, os empresários credenciados para o seminário em São Paulo assistirão a uma série de palestras de especialistas no mercado chinês. Esse grupo viajará para a China em setembro em busca da ampliação das relações comerciais.

 

Depois de participar nos últimos meses de uma série de reuniões, no Brasil e na China, com empresários e autoridades chinesas, a senadora Kátia Abreu explica que os compradores reivindicam a diversificação no número de fornecedores no setor agropecuário. ?Eles não querem continuar negociando com poucas empresas?, afirmou.

 

Na reunião, o ministro Antonio Patriota afirmou que existem equipes especializadas em promoção comercial em muitas das embaixadas e consulados do Brasil no exterior. Uma dessas equipes trabalha no Consulado-Geral do Brasil em Cantão, no sul da China, grupo que pode auxiliar nas negociações voltadas à ampliação das relações comerciais entre os dois países.

 

Principal parceiro comercial do Brasil no mercado externo, a China importou US$ 4,86 bilhões em produtos do complexo soja (grão, óleo e farelo) no acumulado do ano até abril. Esse valor é 24% superior ao registrado em igual período de 2012.

 

Em relação aos produtos agropecuários cujo comércio para a China pode ser ampliado, a senadora Kátia Abreu lembrou que cada chinês toma, em média, três xícaras de café por ano, enquanto a média mundial é de 240 xícaras por ano. O consumo da bebida cresce aproximadamente 30% ao ano na China. Segundo a presidente da CNA, a criação de uma marca brasileira de café é fundamental para conquistar esse e outros mercados.

 

 Para ampliar o comércio de carnes, a presidente da CNA defende a instalação de churrascarias brasileiras na China como forma de popularizar o consumo do produto. Afirma que a qualidade da carne brasileira está assegurada, pois o controle sanitário é feito por meio da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), desenvolvida pela CNA em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

 

Escritório em Bruxelas ? A senadora Kátia Abreu também informou o ministro Antônio Patriota que, no próximo dia 19 de junho, a CNA inaugura um escritório em Bruxelas, na Bélgica, com o objetivo de consolidar e ampliar a participação dos produtos agropecuários brasileiros no mercado europeu e promover mais parcerias entre o Brasil e a União Europeia no setor agrícola.

 

Ela apresentou ao ministro o plano de trabalho para seu novo centro de representação junto à União Europeia, que é o principal parceiro do comércio exterior agrícola brasileiro como bloco de países. O ministro das Relações Exteriores reconheceu a importância de uma ação focada na imagem positiva do agronegócio proposta pela CNA e se mostrou favorável às negociações com o bloco.

 

Nos últimos dez anos, as exportações agrícolas do Brasil para a União Europeia representaram em média 23% do total. Entre maio de 2012 e abril de 2013, as vendas chegaram a quase US$ 22 bilhões (ou cerca de 21,9% do total das exportações brasileiras), com destaque para a soja, produtos florestais, café, carnes e suco de laranja.

 

“Segundo a presidente da CNA, os produtos do Brasil já contribuem para reduzir os preços dos alimentos para os europeus e uma maior abertura do bloco às exportações brasileiras pode significar redução maior para o consumidor”.

 

Fonte: CNA 

Equipe Agron

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