Agroecologia e arborização: Apresentação a alunos

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Agroecologia e arborização serão apresentados a estudantes em comemoração ao Dia do Meio Ambiente.

 

Ao final das comemorações, os alunos receberão mudas de árvores nativas, como aroeira mansa, ipê branco, paineira rosa e embauba, doadas pela Flora Cantareira.

 

Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente e enfatizar a importância da preservação ambiental, a equipe do Projeto Embrapa & Escola da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), recebe em 6 de junho, a partir das 9h, 80 alunos do 2º ano do ensino médio da Etec Hortolândia, vinculada ao Centro Estadual de Educação “Paula Souza”.

 

Serão abordados 2 temas. O pesquisador Joel de Queiroga irá falar sobre conceitos e princípios da agroecologia e como as tecnologias e práticas agroecológicas conciliam a produção de alimentos, qualidade de vida de agricultores e consumidores e a conservação dos recursos naturais. Sabe-se que as atividades agropecuárias são responsáveis por importantes impactos socioambientais e que a adoção de tecnologias e práticas agroecológicas podem evitar e minimizar consideravelmente estes impactos.

 

“Na descrição destes conceitos e princípios, explica o pesquisador, farei referência e poderemos ver na prática as tecnologias instaladas e as práticas adotadas no Sítio Agroecológico da Embrapa Meio Ambiente, o que contribui para uma melhor compreensão destes conceitos e princípios”.

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“Para ilustrar, dentre as tecnologias instaladas podemos citar os terraços, as curvas de nível e as barragens de contenção de águas das chuvas que atuam no controle de processos erosivos e no melhor aproveitamento do recurso água, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) e consórcios de plantas que combinam o cultivo de espécies agrícolas, frutíferas, melíferas, medicinais e arbóreas da floresta nativa da região que ao mesmo tempo propiciam uma produção diversificada de alimentos e potencializam a biodiversidade da fauna e flora regionais;

 

Outras tecnologias e práticas pesquisadas no Sitio Agroecológico também serão apresentadas como as diferentes técnicas de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), coleção de plantas tradicionais, variedades crioulas e de adubos verdes, criação de abelhas sem ferrão, entre outras. Além do histórico de implantação e dos principais aspectos destas tecnologias e práticas, serão abordados e descritos alguns métodos de monitoramento e avaliação de desempenho destas tecnologias.

 

O outro tema será a importância da arborização urbana, apresentado pelo pesquisador Laerte Scanavaca Jr.

 

“É muito bom passar uma, duas ou três semanas em contato com a natureza, em um parque natural. A água é pura, não há poluição do ar ou sonora estresse por causa do transito. Mas depois de algum tempo, diz, começamos a ter saudades do banho quente, da água encanada, da energia elétrica para o conforto térmico ou lazer, enfim são uma série de benefícios e mordomias que aprendemos a ter e não queremos ou não podemos abrir mão. E então perguntamos: é possível juntar o melhor dos dois ambientes? Como?”

 

O pesquisador enfatiza que a maneira mais eficiente e barata de se buscar isso é por meio da arborização urbana. Além do benefício psicológico e estético, há muitos outros.

 

As árvores fornecem sombra e água em quantidades boas. Uma árvore transpira de 3 a 3,5 litros de água por metro cúbico de copa por dia, desta forma. Uma de grande porte com mais de 10 metros de raio, chega a transpirar 400 litros de água por dia. Desta forma, uma cidade como São Paulo, a diferença de temperatura entre um bairro bem arborizado como o Morumbi (48m2 da área verde por habitante) e outro mal arborizado como Itaquera (2m2 da área verde por habitante) chega 10oC de diferença na temperatura e até 12% na umidade relativa.

 

Além disso, há um aumento considerável na umidade. Estimam-se que 20% da energia sejam utilizados no conforto térmico, deste modo, a arborização seria uma forma bastante interessante de poupar energia.

 

A floresta absorve 70% da precipitação, as plantas herbáceas absorvem 30% e as cidades, que são quase totalmente impermeabilizadas, absorvem de 0 a 10%. Deste modo, quanto mais arborizada, menor o risco de enchentes. Também contribuem com a absorção de ruídos.

 

No processo de fotossíntese, as árvores consomem principalmente luz e CO2, mas também outros gases e poeiras. As partículas finas, com menos de 10 micrômetros de diâmetro, são absorvidas pelas plantas. Estão aderidas nestas partículas metais pesados como chumbo, cromo, níquel, molibdênio, que fazem muito mal à saúde humana e micro-organismos, principalmente vírus e bactérias.

 

Fonte: Embrapa Meio Ambiente     Cristina Tordin Jornalista


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