Gargalos de infraestrutura represam faturamento
A empresa Kepler Weber, líder do mercado brasileiro na fabricação e fornecimento de equipamentos destinados à armazenagem de grãos, apontou que os gargalos de infraestrutura estão represando o faturamento da empresa entre 20% e 30%. ‘Existem gargalos no mercado, que estão fora da companhia. Há uma pesada burocracia para investir em armazenagem e há também atrasos na obra civil’, disse o vice-presidente da companhia, Olivier Michel Colas. Ele ponderou que esses atrasos poderiam criar um estresse para o setor no último trimestre do ano, com o represamento das entregas e montagens dos silos.
No primeiro trimestre de 2013, as vendas da companhia avançaram 99%, para R$ 162,68 milhões, a produção cresceu 19%, para 13,7 milhões de toneladas, mas os embarques evoluíram apenas 13%, para 16,4 milhões de toneladas, o que reflete, segundo Colas, parte desses gargalos.
Em conferência para detalhar os resultados financeiros do primeiro trimestre, o vice-presidente disse acreditar que o plano de armazenagem, que está sendo elaborado pelo governo, seria mais efetivo se os investimentos forem realizados pela iniciativa privada. Colas defendeu que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) garanta a ocupação dos armazéns, mas que as empresas façam os investimentos e detenham os silos contratados. ‘Eu prefiro um sistema no qual o governo assegura a ocupação desses armazéns, mas o ativo é da iniciativa privada’, afirmou Colas.
Ele disse, no entanto, que caso a Conab decida realizar concorrência pública para investimentos em armazenagem, a Kepler Weber irá participar do processo. ‘Se for confirmado que a Conab será dona dos ativos, vamos competir’, afirmou Colas.
O executivo disse ainda que a empresa tem investido em equipamentos para transporte de granéis sólidos nos portos. Nos três primeiros meses do ano, o segmento registrou receita líquida de R$ 4,37 milhões, crescimento de quase 50% sobre igual período do ano passado. O segmento responde por 4% da receita líquida da companhia no trimestre. De acordo com Colas, a aposta no segmento é motivada pela disposição de investimentos nos portos. ‘São equipamentos de maior volume, dimensão, para transporte de açúcar, grãos e fertilizantes nos portos’, disse Colas.
Fonte: Kepler Weber

