Queda de preço preocupa produtores de milho em MS

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Aprosoja/MS diz que conjuntura aponta para redução do valor da saca. Estado deve colher uma safrinha recorde da cultura, 6,3 mi de toneladas.

 

A queda de preço do milho e espaço para armazenar a safrinha da cultura que vai começar a ser colhida em aproximadamente 60 dias estão preocupando os agricultores de Mato Grosso do Sul, segundo análise do diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja/MS), Lucas Galvan.

De acordo com Galvan, na safra 2012/2013 os produtores sul-mato-grossenses cultivaram 1,326 milhão de hectares com milho safrinha e têm a perspectiva de colher cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal. Se confirmada essa projeção, será a maior safra da cultura no estado, superando em cerca de 3% a produção do ciclo anterior que foi de 6,1 milhões de toneladas.

Com essa a estimativa de produção recorde no estado e que se repete no Brasil, e ainda levantamentos indicando que os Estados Unidos, principal produtor mundial, também deve ter uma boa safra de milho, o preço da saca de 60 quilos do cereal que está comercializado entre R$ 18 e R$ 19 em Mato Grosso do Sul deve despencar, conforme o diretor da Aprosoja/MS, para o patamar de R$ 15 a R$ 16.

“Com essa queda de preço o produtor vai precisar ter uma grande produtividade para não ter prejuízos. Atualmente o custo médio de produção do milho no estado é de R$ 1.600 por hectare. Se o preço de venda do grão for de R$ 16 a saca, o agricultor vai precisar de uma produção de pelo menos 100 sacas por hectare para não ter prejuízo. E isso não é fácil, porque nossa média é 80 sacas por hectare”, analisa.

 

Além da queda do preço do milho, o produtor do grão também está preocupado com a armazenagem. Conforme Galvan, em razão da redução das cotações da soja, cerca de 45% da produção sul-mato-grossense da oleaginosa ainda está nos armazéns do estado e pode concorrer por espaço nos silos com o cereal.

 

“Com grande volume de soja estocado, perspectiva de produção recorde de milho safrinha e capacidade de estocagem de cerca de 7,5 milhões de toneladas, podemos enfrentar um gargalo na estocagem. Por isso, já pedimos a intervenção do governo federal para que boa parte dessa produção [milho] seja destinada a exportação ou escoada para o Nordeste”, concluiu.

 

Fonte: G1 MS – Anderson Viegas


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