Europa pode não devolver carne com E. Coli
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) diz que a notificação da presença da bactéria E.coli em lotes da carne brasileira vendida à União Europeia não significa necessariamente devolução da mercadoria. Em nota, a entidade informa que neste ano duas cargas de carne bovina brasileira foram retidas e notificadas no Sistema de Alerta Rápido para Alimentos da União Europeia (Rapid Alert System for Food and Feed ou RASFF) pela presença da bactéria E.Coli – uma em 19 de fevereiro e a outra no dia 10 de abril. ‘A notificação no RASFF não significa necessariamente a devolução da carga. A ação tomada depende de análises posteriores à notificação. Anteriormente, somente em 2009 houve uma notificação de E. coli para carne bovina brasileira ‘, disse a associação.
A Abiec também comentou que outras duas notificações foram registradas em Roterdã, na Holanda, mas atribuiu o fato à mudança de metodologia e ao escopo das análises aplicadas para E.coli pela autoridade veterinária holandesa. Segundo a entidade, esta mudança de metodologia é decorrente do grave surto de E.coli ocorrido no ano passado na Europa quando diversas mortes e problemas de saúde foram registrados pelo consumo de verduras contaminadas.
‘Esta nova metodologia não é harmonizada entre os países membros da União, não tem bases científicas sólidas, não é elaborada com análise de risco definida e não é aplicada na Europa como é aplicada na carne importada’, disse a Abiec. Além do Brasil, conforme a associação, Austrália, Estados Unidos, Argentina e Uruguai fazem duras críticas e estão em negociações técnicas com as autoridades da região. ‘A Abiec pretende ainda sugerir formalmente ao Ministério da Agricultura que seja implantado no Brasil um sistema de alerta para vistoria e análise de produtos importados, como forma de garantir a equivalência no tratamento sanitário dispensado ao Brasil por seus parceiros comerciais’, declarou.
Fonte: Abiec
