Apesar do avanço da mecanização das usinas, muitas ainda estão com dificuldades para implantar o novo sistema, que exige investimentos. A maior parte delas está em dificuldades financeiras e por isso não conseguem avançar.
É o caso da Usina Campestre, de Penápolis, em recuperação judicial desde 2009. Há quase três anos o executivo nomeado pela Justiça, José Carlos Fernandes de Alcântara, tenta tirar do buraco a usina, que no passado foi símbolo de pujança da pacata Penápolis, a 54 quilômetros de Araçatuba. Em 2010, seu índice de mecanização era de 8%, subiu para 18% no ano passado.
Praticamente sem acesso a crédito, conseguiu o apoio de um credor no leasing de quatro colheitadeiras, com a ajuda das quais pretende elevar a mecanização nesta safra para 40%.
Se há 40 dias não tivesse sido derrubada a liminar que vigorava desde o último semestre de 2012 proibindo a queima da cana na região, a Campestre, com um baixo índice de mecanização, teria que ter contratado o dobro do número usual de cortadores de cana para fazer frente à colheita de cana crua, um gasto adicional nada desejado para uma empresa em dificuldades.
Há quase 40 usinas na mesma situação que a Campestre no Centro-Sul. Mas com a trégua judicial, conta Alcântara, a usina contratou 900 trabalhadores para realizar a colheita em vez de 1,9 mil.
Fonte: Valor Economico
