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Gargalos podem represar expansão potencial

Segundo o coordenador da Expedição Milho Brasil, Giovani Ferreira, a cultura do milho no país vive um momento bastante delicado.

 

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O sucessivo crescimento da produção causa um volume excedente entre consumo e demanda de 20 milhões t. “Do total de 73,6 milhões t produzidas neste ciclo, 50 milhões vão para consumo interno, principalmente a avicultura”.

 

Mas é preciso conquistar mercado internacional para dar vazão a essa produção excedente. No ano passado, o Brasil exportou 20 milhões t, o dobro de 2011, mas isso foi possível por conta da quebra da safra dos Estados Unidos, maior exportador de milho do mundo.

 

“Porém, neste ano a expectativa é de que os norte-americanos recuperem a produção, podendo colher até 360 milhões t”, comenta Ferreira. Além da incerteza do mercado externo, o milho ainda enfrenta outros gargalos. Um dos principais é a falta de armazéns. O assunto é uma das pautas que a Famato enviou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para compor o Plano Safra 2013/2014.

 

“Nossa solicitação foi uma linha de crédito específica para armazenagem, com prazo de pagamento entre 15 e 20 anos, com taxa de juros de 3% ao ano. Estamos confiantes que seremos atendidos, pois o governo Federal tem visto que sem logística e armazenagem não há condições de manter a produção de grãos no Brasil”, comenta o diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini.

 

EXPEDIÇÃO – A equipe da Expedição Milho Brasil é formada por técnicos e jornalistas. Ontem eles saíram de Cuiabá rumo à região oeste do Estado. Em Mato Grosso, a expedição passa pelos municípios de Campo Novo do Pareci, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Itiquira. Eles irão percorrer nas próximas duas semanas os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, os principais produtores de milho de segunda safra do país.

 

Durante a viagem, as equipes irão ouvir representantes de todos os elos da cadeia produtiva, dentro e fora da porteira, nos setores públicos e privados e traçar os desafios e as oportunidades que o milho brasileiro tem pela frente.

 

Fonte: Diário de Cuiabá

Equipe Agron

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