Assocon defende revolução tecnológica na pecuária

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O diretor presidente da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Eduardo Alves de Moura, disse nesta segunda-feira que a pecuária nacional está em crise no momento e é necessário que haja uma \\\’revolução tecnológica\\\’ na cadeia. \\\’A pecuária cresceu com expansão de terras, pouca tecnologia e margens pequenas. Hoje, a expansão deixou de ocorrer e muita gente deixou a atividade. Temos de fazer na pecuária o que a agricultura fez\\\’, declarou há pouco, no evento \\\’1ª Conferência do Agronegócio\\\’, promovido pelo Espírito Santo Investment Bank.

Para ele, a pecuária evoluiu em aspecto da genética, mas ainda não tanto em produtividade. \\\’Além disso, há ainda uma briga dentro da cadeia e temos que eliminá-la, mitigar brigas pequenas (como no rendimento da carcaça) e esse é o grande desafio. Temos que unir forças\\\’, afirmou. Moura também comentou que o pecuarista precisa entender que ele produz carne e não somente engorda boi. \\\’E precisamos criar no Brasil fundos com os quais todos os elos da cadeia contribuem, para seja investido em marketing e em pesquisa, inclusive de produto\\\’, falou. Para ele, pela falta da remuneração correta de todas as etapas da pecuária, principalmente da cria, pode ser que o rebanho brasileiro diminua ante a uma oportunidade de aumento da demanda pela carne no mundo. \\\’O ideal é remunerar todo mundo. A margem hoje está muito concentrada no varejo\\\’, ressaltou.

Já o diretor executivo de vendas da empresa de alimentos JBS, André Skirmunt, disse que a cadeia tem evoluído em trabalhar conjuntamente. \\\’Do lado da indústria temos intensificado a conversa com produtores para buscarmos as melhores práticas. E estamos vendo um movimento do varejo em trabalhar em conjunto com a cadeia\\\’, disse.

Para ele, o setor de carne ainda tem muita dependência de alguns mercados consumidores, que são também produtores. \\\’Acredito que o grande desafio para o mercado nacional da pecuária brasileira é o mercado externo. Temos que ter acesso a mercados como Japão, Coreia, Estados Unidos, Canadá e México. E como fazemos? Com rastreabilidade e credibilidade do serviço sanitário brasileiro\\\’, ressaltou.

O diretor de commodities da BM&FBovespa, Ivan Wedekein, defendeu que para a pecuária sair de uma rentabilidade de 4%, 5%, precisa se transformar em um ramo da agricultura. \\\’Os grãos, por exemplo, precisam ser utilizados na pecuária.\\\’, disse Wedekein.

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Fonte: BM&F Bovespa


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