Soja tem 2ª feira de recuperação após fortes baixa
Soja tem 2ª feira de recuperação após semana de fortes baixas
Nesta segunda-feira (8), os futuros da soja iniciam a semana operando com boas altas na Bolsa de Chicago, mostrando mostrando vigor nos ganhos após uma semana de intensas e consecutivas perdas . Por volta das 9h00 (horário de Brasília), as principais posições negociadas registravam altas de dois dígitos, com os contratos mais curtos subindo mais de 15 pontos.
A soja volta a subir após quatro dias consecutivas de quedas, as quais fizeram com que os preços mais baratos estimulasse uma volta dos compradores ao mercado. No último dia 5, sexta-feira, os preços alcançaram o patamar dos US$ 13,45, menores desde 11 de janeiro. Na última semana, as quedas em Chicago foram intensificadas pelas notícias de uma nova possível gripe aviária na China. As últimas notícias reportavam a morte de seis pessoas em mais de 10 casos confirmados.
A informação vinda do maior consumidor mundial de soja assustou o mercado ao gerar temores de que o consumo de carnes poderia ser reduzido, impactando diretamente, portanto, o consumo de farelo de soja. No mesmo momento, os futuros do milho de mais curto prazo também subiam e, os mais distantes, operavam no vermelho, porém, próximos da estabilidade na sessão desta segunda-feira.
Já o trigo, registrava mais uma sessão de altas. Paralelamente, a soja deverá continuar passando por essa oscilação de preços em Chicago no início da próxima semana, haja vista que o USDA divulga um novo relatório na quarta-feira (10), nesse caso o mensal de oferta e demanda. A atenção dos investidores deverão se voltar para os dados sobre os estoques finais nos EUA e também nas exportações norte-americanas. Nesta segunda se inicia o novo horário de negócios na Bolsa de Chicago.
O chamado piso, pregão \”viva-voz, irá operar das 10h30 às 15h15, horário de Brasília (8h30 – 13h15 – horário de Chicago). Já o eletrônico será iniciado às 21h e se encerra às 9h45 (19h – 7h45 – Chicago). Veja como os mercados encerraram o dia na última sexta-feira (5): Soja: Mercado intensifica perdas com gripe aviária na China Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda nesta sexta-feira (5). O mercado teve uma semana bastante negativa, perdendo importantes patamares de preços no cenário internacional.
O contrato maio/13, referência para a safra brasileira, terminou os negócios a US$ 13,61/bushel, recuando 10,25 pontos. Os preços da soja em Chicago vêm recuando expressivamente desde o reporte do relatório de estoques trimestrais em que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, na última quinta-feira (28), estoques maiores do que os previstos pelo mercado. Segundo analistas, até a sessão dessa sexta-feira as cotações sentiram o impacto negativo. No entanto, o recuo foi agravado pelas notícias sobre a gripe aviária na China, que já registrou 14 casos e a morte de seis pessoas.
Com isso, as autoridades agrícolas em Xangai já ordenaram o abate de aves no país em larga escala. As informações exercem uma pressão negativa nos preços já que as importações chinesas de farelo e do grão de soja poderiam ser comprometidas frente a um menor consumo de carnes pela população local. \”Isso influi na psicologia do mercado em Chicago, pois na última vez em foi registrada tal epidemia na China – 2004/2005 -, o consumo de carne de aves caiu entre 40 e 50%. Então, qualquer tipo de notícia que irá falar em uma possível redução da demanda chinesa para a soja, que é alimento para aves, complica e o mercado está sensível a essa situação\”, segundo explica o analista de mercado Pedro Dejneka, da PHDerivativos. Porém, o mercado ainda sente a necessidade de conhecer qual será o real impacto desse problemas para os preços.
\”O mercado está trabalhando com um conceito de incerteza razoável agora, sem saber qual a extensão do problema\”, afirma Vinícius Ito, analista da corretora de Jefferies, de Nova York. Para Ito, esse expressivo recuo da soja registrado nessa semana foi resultado de um movimento do mercado precificando uma pressão adicional pelas informações sobre a gripe aviária.
Afinal, os números de estoques reportados pelo USDA não teriam sido suficientes para promover a baixa de US$ 1 nos preços da última semana até hoje. Sendo assim, ao que passo que o mercado vai conhecendo a extensão do problema, é possível que as cotações mostrem algum ajuste. Paralelamente, a soja deverá continuar passando por essa oscilação de preços em Chicago no início da próxima semana, haja vista que o USDA divulga um novo relatório na quarta-feira (10), nesse caso o mensal de oferta e demanda. A atenção dos investidores deverão se voltar para os dados sobre os estoques finais nos EUA e também nas exportações norte-americanas.
Fonte:Notícias Agrícolas

