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Fabrica de fertilizantes da Índia busca parceiros

Fabricantes de fertilizantes da Índia estão em busca de aquisições ou associações em lugares como Canadá e África para obter matérias-primas que não conseguem encontrar internamente. A Índia, um dos maiores consumidores mundiais de fertilizantes, precisa importar cerca de 40% dos insumos usados em sua fabricação, segundo um executivo do setor. Isso inclui 100% do potássio e cerca de 25% da ureia.

A Índia também enfrenta a escassez de gás natural, principal matéria-prima da ureia, que é o fertilizante mais usado no país. Por causa disso, empresas de fertilizantes indianas estão bastante interessadas na oferta abundante e barata de gás natural da América do Norte.

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A Indian Farmers Fertilizer Cooperative, maior vendedora de fertilizantes do país, anunciou em outubro que pretende formar uma joint venture com a canadense La Coop Federee and Investissement Quebec para construir uma fábrica de ureia de 1,2 bilhão de dólares canadenses (US$ 1,18 bilhão) em Quebec.
‘Empresas indianas estão procurando os projetos certos no exterior’, disse Satish Chandra, diretor-geral da Associação de Fertilizantes da Índia. ‘A verdade é que somos um dos maiores importadores do mundo e nosso mercado está crescendo.’

Para o sócio-fundador da firma de consultoria Valence Group, Peter Hall, as fabricantes indianas de fertilizantes provavelmente estarão ‘entre as empresas ativas em fusões e aquisições e podem ser as primeiras companhias químicas do país a fazer aquisições importantes no exterior’.

A diferença entre a demanda indiana por fertilizantes e sua produção doméstica está aumentando. Na última década, a demanda cresceu entre 3% e 4% anualmente e agora chega a cerca de 60 milhões de toneladas por ano, destacou Chandra. Por outro lado, segundo ele, o crescimento da produção e o investimento no setor desaceleraram devido à falta de matéria-prima, à exigência do governo de que as empresas de fertilizantes vendam com desconto os seus produtos para agricultores domésticos e ao longo período de espera por um reembolso para essas vendas subsidiadas.

Outro negócio recente foi a compra, por parte da Gujarat State Fertilizers & Chemicals (GSFC), de uma participação de 20% na mineradora de potássio canadense Karnalyte Resources, por 3,3 bilhões de rupias (US$ 61 milhões), de acordo com o gerente-geral de finanças da GSFC, V.D. Nanavaty.

A Indian Potash, principal importadora de potássio do país, está explorando uma possível colaboração em Saskatchewan, no Canadá, disse o diretor-gerente da empresa, P.S. Gahlot. ‘As conversas são bem preliminares’, afirmou, sem dar mais detalhes. Gahlot ressaltou que várias empresas canadenses com licenças para extrair potássio têm abordado companhias indianas para formação de joint ventures no Canadá.

A estatal indiana Rashtriya Químicos & Fertilizantes também estuda opções para garantir fornecimento de potássio vindo do exterior no longo prazo, de acordo com executivos. A empresa não respondeu aos pedidos de entrevista.

Uma dos grandes atrativos da América do Norte para empresas de fertilizantes indianas é a abundância de gás natural a custo baixo, após uma década de boom do gás de xisto. A Índia importa em torno de 1/4 do gás natural que consome, a preços muito mais altos do que os registrados no Canadá e nos EUA, e a produção interna diminuiu nos últimos dois anos.

Embora as empresas indianas de fertilizantes recebam atualmente o gás natural a valores subsidiados, os preços ainda são mais elevados do que na América do Norte. ‘Como a Índia está em desvantagem em termos de preços de gás e matéria-prima, torna-se quase inevitável considerar aquisições no exterior’, afirmou Hall. 

 

Fonte: Dow Jones

Janielly Santos

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