Tecnologia no campo será prioridade do Plano Safra
O diretor-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Fazenda, João Rabelo Junior, disse nesta terça-feira, durante audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que uma das prioridades do governo na elaboração do Plano Safra 2013/14, que deve ser anunciado pela presidente Dilma Rousseff até junho, será o incentivo à incorporação de tecnologias no campo. Ele lembra que os investimentos são necessários para aumentar a produção sem expandir a área cultivada e que a redução da mão de obra no campo requer maior automatização.
A superintendente técnica da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosemeire Cristina dos Santos, durante a audiência defendeu redução da taxa de juros e aumento do montante de recursos destinados ao financiamento da agricultura empresarial e do limite de recursos liberados por produtor rural. A proposta da CNA é de redução da taxa de juros para custeio e comercialização, dos atuais 5,5% ao ano para 4,25% ao ano.
Em relação ao montante de crédito rural, a CNA estima que o plantio de 53 milhões de hectares implica gastos da ordem de R$ 191,7 bilhões com o custeio da safra. Considerando os recursos próprios e financiamento privado, calcula que serão necessários R$ 132 bilhões de recursos para o Plano Safra, valor 14,5% acima do programado para a safra atual.
Rosemeire dos Santos reconhece que, diante do cenário de inflação, o governo tende a manter o montante de recursos do crédito rural em valores semelhantes ao da safra passada. Outra reivindicação apresentada pela CNA é o aumento do limite de crédito por produtor dos atuais R$ 800 mil para R$ 1 milhão, levando em conta a alta de 18% nos custos de produção. A entidade também defende a regionalização dos limites do crédito rural, considerando também as características das lavouras.
Na proposta da CNA consta a implantação de um programa de fortalecimento da cadeia produtiva do leite, com recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão, para financiar a melhoria das pastagens, a produção de alimentos e o investimento em máquinas e equipamentos para melhorar a qualidade do leite. A CNA elogiou o programa de incentivo à Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e reivindicou que o montante dos recursos para financiar as práticas sustentáveis passe dos atuais R$ 3,5 bilhões para R$ 4 bilhões.
Aprosoja
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, apresentou uma proposta de aumento dos limites de crédito do custeio agrícola dos atuais R$ 800 mil para R$ 1,7 milhão. Ele justifica que o valor é custo variável de produção da soja. A Aprosoja defende o lançamento de um programa de incentivo à armazenagem com taxas de juros de 3% ao ano e prazo de pagamento de 12 anos, com três anos de carência.
Fonte: Aprosoja

