Alta do diesel deve ser repassada ao frete
A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) avalia que a alta no preço do óleo diesel anunciada na terça-feira, de 5%, pode acabar representando uma alta no mesmo nível nos fretes. Para o assessor técnico da Ocepar, Robson Mafiolletti, ‘é possível que seja repassado os 5% ou mais, porque o mercado está aquecido’, disse.
Com a falta de caminhões para escoamento da safra, a nova Lei dos Caminhoneiros e a alta anterior no combustível, no fim de janeiro, os fretes no Paraná já estão mais altos do que no ano passado. O transporte de uma tonelada de soja entre Cascavel e o porto de Paranaguá saía a R$ 80 a tonelada, mas neste ano não é realizado por menos de R$ 100/t. No caso do grão produzido em Sorriso (MT), o transporte sai por R$ 570/t, ante cerca de R$ 200/t no ano passado.
Dentro da porteira, o combustível representa 15% dos custos variáveis de produção, mas nesse caso é provável que o aumento seja sentido com o avanço do plantio da safra de inverno. ‘O aumento é relativamente pequeno, se considerados os 5% sobre 15% dos custos, mas representa bastante para o produtor, que já tem custos de produção elevados’, disse Mafiolletti.
De acordo com o assessor técnico, o produtor só não tem reclamado mais da elevação dos custos do frete porque os preços dos grãos estão em níveis mais elevados do que no ano anterior. Mas, ‘com certeza, já estão resultando em menor receita’. A preocupação agora é com a segunda safra, quando a sinalização é de preços mais baixos. ‘A Lei dos Caminhoneiros não vai mudar, o preço do diesel também não’, avalia, com a projeção de que, mesmo com demanda menor por transportes no segundo semestre, o preço do frete não deve voltar aos níveis de 2012.
Fonte: OCEPAR

