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Chuvas devem retornar ao nordeste

Meteorologistas apontam o retorno das chuvas às áreas produtoras de soja, milho e algodão do Nordeste. Falta de chuva é mais crítica para as lavouras de soja da Bahia e no Piauí

 

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O mês de fevereiro foi marcado pelas poucas chuvas no Nordeste, o que já afeta a lavoura de soja, que se encontra na fase crítica de florescimento e enchimento de grão, segundo a Somar Meteorologia. A falta de chuva é mais crítica para as lavouras de soja da Bahia e no Piauí, onde praticamente não chove desde o início do mês.

 

No município de Barreiras (BA), o acumulado de chuva deste mês é de apenas 46 mm, cerca de 70% a menos do que a média do período, que é de 146 mm. Essa situação é o oposto ao observado no mês passado, pois na mesma cidade baiana o acumulado de chuva em janeiro foi de 313 mm, enquanto o normal seriam 177mm. Segundo os meteorologistas, choveu 75% a mais nessa região nos primeiros 30 dias do ano.

 

O grande responsável pela seca de fevereiro foi o Vórtice do Nordeste de Altos Níveis, um sistema meteorológico em que as nuvens giram em sentido horário e, em seu centro, as áreas de instabilidade não se formam.

 

As áreas do Nordeste que foram menos beneficiadas pelas chuvas são o sertão e o agreste. Como essas regiões ainda atravessam um período seco, as condições de água disponível no solo continuam com padrões críticos, mesmo tendo registrado alguns episódios de chuvas isolados no interior do Ceará e da Paraíba. A umidade do solo ainda é de 0% no leste do Piauí, sul do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e norte da Bahia.

 

Para esta semana, segue a condição de tempo seco e quente, com predomínio de sol.

– Porém a chegada de uma nova frente fria ao Sudeste do Brasil e associada com a umidade da Amazônia favorece, pelo menos, a ocorrência de chuvas isoladas sobre as áreas produtoras de soja, milho e algodão do oeste da Bahia, sul do Maranhão e do sul do Piauí, com volumes entre 15 mm e 50 mm até sábado – explica o climatologista da Somar, Paulo Etchichury.

 

As chuvas devem permanecer pelo menos até a primeira semana de março, quando a precipitação diminui e fica mais restrita à metade norte do Nordeste, onde os acumulados podem chegar aos 30 mm. Já na segunda semana de março, as precipitações devem ficar mais generalizadas em toda a região, mas ainda sem grandes volumes, que não passam dos 30 mm.

 

Fonte: SOMAR METEOROLOGIA – Foto: Francisco Leal / Divulgação

Janielly Santos

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Janielly Santos

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