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Aprosoja não recomenda acordo com Monsanto

Aprosoja orientará produtor a não aderir a acordo com Monsanto, ao desistir de questionar na Justiça, agricultores estariam abrindo mão de R$ 1,7 bi cobrados indevidamente desde 2010

 

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A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) recomendará aos agricultores que não assinem o acordo proposto pela multinacional Monsanto para suspensão da cobrança de royalties sobre a soja geneticamente modificada de primeira geração, a chamada Roundup Ready 1 (RR1), e obtenção da licença para aquisição da soja Intacta RR2 Pro, de segunda geração. O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, afirmou que a entidade continuará questionando a patente da soja RR da Monsanto, que venceu em 2010, até que o Superior Tribunal de Justiça se pronuncie sobre o tema.

 

Silveira explicou que o acordo de licenciamento da tecnologia RR proposto pela Monsanto extrapola os entendimentos firmados no mês passado pela empresa com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e dez federações estaduais, para superar o impasse em torno da questão do pagamento dos royalties. A Aprosoja questiona o fato de a Monsanto propor aos produtores rurais o reconhecimento dos direitos de propriedade intelectual da RR1, alegando que a empresa “nunca informou o número da patente, apesar de inúmeros pedidos, inclusive judiciais”.

 

Na visão da Aprosoja, a patente da RR1 venceu em 2010, vinte anos após o registro nos Estados Unidos. Já a empresa alega que realizou uma atualização da patente, que teria vigência até 2014. Além da questão da patente da RR1, a Aprosoja também questiona o fato de a Monsanto condicionar a assinatura do acordo para isenção dos royalties da RR1 ao licenciamento prévio para utilização da tecnologia Intacta RR2. Pelos cálculos da entidade, o custo da tecnologia passada dos atuais R$ 22/hectare da soja RR1 para R$ 115/hectare na RR2. A entidade estima que, ao desistir de questionar a cobrança dos royalties na Justiça, os agricultores estarão abrindo mão de R$ 1,7 bilhão (R$ 425 milhões em Mato Grosso), “que foram cobrados indevidamente desde 2010”.

 

Intacta no Paraguai

 

A Monsanto informou nesta quinta-feira (14/2) que a tecnologia da soja Intacta RR2 Pro teve aprovação comercial pelo governo do Paraguai. Segundo a empresa, a nova soja também já está aprovada em países como Brasil (desde agosto de 2010), Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, México, Argentina, Uruguai, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, além dos que integram a União Europeia (UE). A empresa aguarda a aprovação da tecnologia pela China, importante mercado de exportação brasileiro, para lançar comercialmente a nova soja.

 

Fonte: Estadão Conteúdo

 

Equipe Agron

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