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Agricultura gerará nova indústria química

A descoberta dos biocombustíveis marcou o início de uma era em que a agricultura terá aplicações cada vez mais diversas. O avanço da pesquisa em campos como a nanotecnologia e a biotecnologia permitirá o surgimento de uma nova indústria química, com produtos derivados de plantas.

Quem faz a previsão é o presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Maurício Antônio Lopes. “Há uma tendência de surgimento de uma indústria química verde, em que se possa tirar da biomassa componentes que hoje são derivados da indústria petroquímica e do petróleo.”

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Em entrevista à BBC Brasil a dois meses do aniversário de 40 anos da estatal, Lopes diz que a companhia tem investido em novas tecnologias para proteger a agricultura brasileira de efeitos do aquecimento global.

Ele rebate as críticas de que a empresa esteja perdendo relevância à medida que multinacionais avançam no mercado brasileiro de variedades genéticas e diz que, para manter sua capacidade de inovar, a estatal se valerá cada vez mais de parcerias com universidades e outras instituições de pesquisa.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista, concedida na sede da empresa, em Brasília.
BBC Brasil – Quais foram os principais feitos da Embrapa desde sua criação?
Maurício Antônio Lopes – A Embrapa contribuiu muito para que o Brasil pudesse num espaço de tempo curto alcançar não só sua segurança alimentar, mas também se projetar como grande produtor de alimentos e matérias-primas agrícolas para o mundo. 

Nos anos 60 e 70, o Brasil ainda importava alimentos básicos, como arroz, leite e feijão. A mudança nessa lógica se deu nos anos 70, com a decisão do governo de fazer um investimento sólido em inovação na área agropecuária.

A geração de conhecimentos e tecnologias de correção de solo, recomposição de fertilidade e manejo de cultivos permitiram ao Brasil transformar grandes extensões de savanas, os cerrados brasileiros, muito ácidos e pobres em nutrientes, em áreas agricultáveis.

Um segundo ganho importante foi a adaptação de espécies de plantas e animais para as regiões tropicais, que permitiram ao ao Brasil se tornar um dos maiores produtores de carne no mundo.
BBC Brasil – O aquecimento global ameaça essas conquistas?

Lopes – Temos que tornar cultivos e animais mais resilientes a condições climáticas extremas. Vamos ter que desenvolver plantas mais adaptadas a condições de escassez de água e sistemas produtivos que economizem fertilizantes. As reservas de fertilizantes são finitas e muito importantes nas regiões tropicais. 

Mas as mudanças climáticas e a necessidades de descarbonizar nossas economias criam oportunidades interessantes. Daqui para o futuro, antecipamos um crescimento muito grande na biomassa como fonte não só de energia renovável, mas de outros componentes para, por exemplo, a indústria química.
Há uma tendência de surgimento de uma indústria química verde, em que se possa tirar da biomassa componentes que hoje são derivados da indústria petroquímica e do petróleo. Essa será uma vertente muito importante para a agricultura brasileira do futuro.

BBC Brasil – A Embrapa está investindo nesse setor?

“Estamos desenvolvendo uma alface transgênica que produzirá altas quantidades de folato, criando a possibilidade de que gestantes, que precisam consumir alta quantidade de folato, tenham acesso à substância num alimento extremamente fácil e barato.”

Maurício Antônio Lopes, presidente da Embrapa

Lopes – Estamos fazendo um grande investimento para buscar novas fontes de biomassa, novas formas de destilar e de retirar componentes da biomassa. Podemos produzir biomassa em grande quantidade, com logística e base industrial completamente diferente, que não existe em outras partes do mundo. 
BBC Brasil –

Que outras possibilidades novos campos científicos trazem para a agricultura?

Lopes – Na confluência da biotecnologia, da nanotecnologia e da tecnologia da informação virá a nova geração de ferramentas para que a agricultura possa ocupar espaços novos e fazer frente aos desafios futuros, como as alterações climáticas e a disseminação de novas pragas. Temos centros de pesquisa inteiros dedicados a essas três vertentes. 

Na área da biotecnologia, a Embrapa desenvolveu sozinha o feijão transgênico, resistente a uma praga muito séria no Brasil, que deve ser liberado para comercialização em 2015. Estamos desenvolvendo uma alface transgênica que produzirá altas quantidades de folato, criando a possibilidade de que gestantes, que precisam consumir alta quantidade de folato, tenham acesso à substância num alimento extremamente fácil e barato.
Temos um centro em São Paulo que trabalha a nanotecnologia, desenvolvendo conceitos de encapsulamento de nutrientes, que possam ser liberados de forma lenta, aumentando eficiência no uso de nutrientes pelas plantas e no encapsulamento de fármacos na área animal.

E temos uma unidade inteira trabalhando a tecnologia da informação, porque nossa capacidade de gerar dados cresceu muito mais que nossa capacidade de entendê-los e lhes dar utilidade.
BBC Brasil – Como manter fôlego para encarar tantos desafios, tendo em vista as dificuldades burocráticas do setor público e a velocidade das transformações tecnológicas?
Lopes – O primeiro ponto é a Embrapa não chegar à conclusão de que pode tratar tudo isso sem uma rede de parceiros poderosos. A empresa tem se esforçado para ampliar sua rede de cooperação. 
Em dezembro assinei um acordo com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas-SP) para desenvolver a primeira unidade mista de pesquisa entre a Embrapa e uma universidade no Brasil. A plataforma estará inteiramente dedicada à busca de novos genes e novas funções biológicas que vão ajudar agricultura a fazer frente à mudança do clima.

Estamos também investindo em inteligência estratégica. No ano passado lançamos a Rede Agropensa, o think tank da Embrapa, responsável por antever riscos, desafios e oportunidades. 
BBC Brasil – Alguns acadêmicos dizem que, com a entrada de multinacionais na pesquisa agrícola no Brasil nos últimos anos, a Embrapa perdeu espaço e relevância no mercado nacional.
Lopes – De fato, a Embrapa teve uma presença muito mais forte no mercado de genética e das variedades de milho, soja e algodão lá atrás, nos anos 80 e 90. Ela teve que ocupar mais espaço porque havia limitações a serem removidas. Antes da soja estar completamente adaptada à realidade brasileira, grandes multinacionais não viriam para cá fazer grande investimento. 
O que ocorreu nas últimas décadas não é surpresa alguma para a empresa. Não faz nenhum sentido fazer investimento de recursos públicos para competir com empresas que são eficientes e estão provendo inovações para o mercado.

Isso também não significa que Embrapa perdeu fôlego e espaço no mercado de novas variedades. A Embrapa hoje tem 80 programas de melhoramento genético. Se alguma instituição pública no mundo tiver um número tão amplo de programas de melhoramento, eu desconheço. A empresa está intensificando o trabalho de melhoramento em espécies em que o setor privado não investirá.
BBC Brasil – Nos últimos anos, discutiu-se no Congresso a abertura de capitais da Embrapa, como forma de torná-la mais capaz de concorrer com multinacionais. O projeto acabou substituído por outro, atualmente em tramitação, que prevê a criação de uma subsidiária voltada a negócios, com controle integral da estatal. Qual sua posição?

Lopes – Nós fomos os proponentes da ideia da subsidiária. Não é possível imaginar que uma empresa como a Embrapa, com um portfólio de produtos, processos e informação tão amplos, pudesse ter seu capital aberto. Isso poderia enviesar nossa produção na direção daqueles com maior poder econômico para investir na empresa, o que não é do interesse da sociedade. 

Mas acho extremamente importante que empresa desenvolva mecanismos para que possa viabilizar novos negócios e novas parcerias público-privadas a partir de nosso imenso acervo de ativos.
Hoje é muito difícil para a Embrapa, a partir de um novo gene que descubra, viabilizar um produto geneticamente modificado no mercado. Custa muito dinheiro, envolve desregulamentação em muitos países. A subsidiária permitirá que se faça a transição do ativo descoberto até o produto desenvolvido com um parceiro privado, que tem muito mais agilidade e capacidade de lidar com esse mercado do que nós.

BBC Brasil – Essa subsidiária teria a função de capitalizar a empresa?

Lopes – O principal objetivo é fazer fluir para o mercado as inovações que a empresa gera. Gostaríamos de ganhar mais agilidade no diálogo e negociação com o setor privado. Obviamente que, se esses projetos têm sucesso, haverá mais recurso fluindo para dentro do processo, estimulando e alimentando programas de pesquisa. Esse é um objetivo importante também. 

BBC Brasil – O governo tem expressado a intenção de agregar mais valor aos produtos exportados, para que o país dependa menos da venda de matérias-primas. A Embrapa pode participar mais desse processo?
Lopes – Um grão de soja obviamente tem valor agregado muito menor do que chips e computadores, mas não podemos disseminar que essa é uma produção de baixa tecnologia, que fazemos com os pés nas costas. O Brasil chegou a essa capacidade de produzir commodities à custa de muito investimento. Óbvio que, se o Brasil pode empacotar milho e soja na forma de carne de frango, porco e boi, e vendê-la a preços mais altos, esse certamente é um caminho a seguir. 

Há um espaço enorme para desenvolvermos frutas tropicais que podem alcançar mercados muito rentáveis. E também na transformação de produtos como o algodão colorido, que tem fibras naturalmente coloridas. É algo que pode ganhar mais expressão no mercado internacional no futuro, porque pode gerar produtos mais limpos no final da cadeia de valor.

Embrapa está revendo presença na África, diz presidente

Na segunda parte de sua entrevista à BBC Brasil, o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, diz que, após expandir sua atuação pela África nos últimos anos, em movimento alinhado com a ofensiva diplomática do Brasil na região, a estatal está revendo sua estratégia para o continente.
“Queremos intensificar esse trabalho (a atuação da Embrapa na África), mas ele tem que ser intensificado de forma inteligente”, disse Lopes. “Não faz a sentido a Embrapa dispersar sua ação num grande número de países, fragmentando os recursos que são sempre escassos.”

A operação da Embrapa na África é a face mais visível da internacionalização da companhia. A estatal tem hoje quatro grandes programas no continente (no Senegal, em Moçambique, Mali e Gana), além de projetos de pesquisa em ao menos outros 18 países. A empresa também atua em nações latino-americanas, caribenhas e em Timor Leste.

No entanto, em outubro de 2012, críticas do Conselho de Administração da estatal à forma como a expansão internacional estava sendo conduzida foram apontadas como a principal razão para que o então presidente da companhia, Pedro Arraes, pedisse demissão.
Na própria África a atuação da Embrapa enfrenta a oposição de alguns grupos. Em Moçambique, a ONG Justiça Ambiental diz que agricultores locais não foram consultados sobre os trabalhos da companhia e temem ser desalojados em favor de grandes produtores estrangeiros. Lopes diz, porém, que pequenos produtores também serão beneficiados pela ação da empresa.

BBC Brasil – Qual o objetivo da internacionalização da Embrapa?
Maurício Antônio Lopes – O processo de internacionalização começou desde a criação da empresa, quando se fez a opção por contratar um grande número de profissionais enviados ao exterior. Em meados da década de 90, ampliamos e fortalecemos o nosso programa de cooperação internacional. 
Já fizemos parcerias com instituições nos Estados Unidos, França, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Coreia do Sul, China e, muito brevemente, estaremos também no Japão.

O grande objetivo desse projeto é permitir que a Embrapa esteja mais intimamente conectada com as instituições que estão na fronteira do desenvolvimento e da inovação na área agropecuária.

BBC Brasil – E quanto à crescente atuação da Embrapa na África?
Lopes – Esse trabalho faz parte de uma segunda vertente de cooperação da empresa, que se dá com a lógica da transferência tecnológica. 

Muitas das conquistas do Brasil no desenvolvimento de uma agricultura adaptada aos trópicas podem servir a países que ainda não alcançaram sua segurança alimentar.

BBC Brasil – A empresa tem encontrado dificuldades para operar lá?

Lopes – Operar na África é um grande desafio, não só para o Brasil, mas para qualquer país e qualquer instituição, do ponto de vista da infraestrutura, da logística, do suporte que se pode encontrar em países africanos. Além das questões políticas com as quais nós, uma instituição de pesquisa e desenvolvimento, não podemos nos envolver diretamente. 

A Embrapa não vai para a África apenas com sua agenda de pesquisa e transferência tecnológica: vai em sintonia com uma agenda definida pelo governo brasileiro através da sua Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Para ganharmos mais flexibilidade e agilidade, temos dialogado com FAO (Agência da ONU para Alimentação e Agricultura), que já tem toda uma rede estruturada de operação na África.

Queremos intensificar esse trabalho, mas ele tem que ser intensificado de forma inteligente. Temos que definir uma agenda muito clara e factível. Não faz sentido a Embrapa dispersar sua ação num grande número de países, fragmentando os recursos que são sempre escassos.

Estamos agora num processo de revisitar a estratégia e agenda de atuação da empresa na África para então definirmos mais claramente objetivos, países e projetos onde a empresa possa realmente dar sua contribuição.

BBC Brasil – Quais são os países prioritários e quando esse trabalho terá resultados?

Lopes – Já estamos operando em vários países com resultados muito bons. Por exemplo, estamos no chamado “Cotton Four”, que são Benin, Chade, Mali e Burkina Faso, os principais produtores de algodão na África Ocidental. 

Temos outra iniciativa muito importante com o envolvimento de Brasil, Moçambique e Japão, no projeto do corredor de Nacala, em Moçambique, que é uma região de 14 milhões de hectares com características muito semelhantes às do cerrado brasileiro.

 

BBC Brasil – O projeto beneficiará produtores locais?

Lopes – Locais e, eventualmente, Moçambique pode atrair produtores de outras partes do mundo para aquela região. 

 

BBC Brasil – Brasileiros também?

Lopes – Sim, mas essa é uma decisão do governo de Moçambique. A função nossa lá é operar como braço tecnológico da ABC, facilitando a identificação de tecnologias de sucesso no Brasil para teste, validação e eventual adaptação àquela região. 

BBC Brasil – Quais serão os principais cultivos?

Lopes – O grande interesse é replicar uma capacidade de produção de commodities, como milho, soja e algodão. Mas temos que considerar a questão fundiária em Moçambique e levar conhecimento e tecnologia para pequenos e médios produtores. 

BBC Brasil – Em que fase está o programa?

Lopes – Está sendo implantado. Temos profissionais trabalhando com o governo de Moçambique e com a Agência Japonesa de Cooperação para estabelecer as condições para teste e validação de tecnologias desenvolvidas no Brasil para aquela região. Mas esse é um projeto de médio e longo prazo. 

BBC Brasil – A crescente atuação da Embrapa no exterior não tira o foco da empresa para desafios ainda existentes no Brasil? O desenvolvimento da agropecuária no país ainda é muito desigual.

Lopes – Não vejo incongruência ou incoerência. A Embrapa pode sim dar suporte a essa estratégia do governo brasileiro, mas isso não tira o foco da empresa às assimetrias no Brasil. 
Temos que buscar soluções tanto para produtores que estão buscando produzir em maior escala quanto para produtores pequenos em regiões mais complexas e desafiadoras, como o Nordeste e o Norte.
Números nossos mostram que apenas 500 mil agricultores no Brasil foram capazes de acessar e fazer pleno uso das inovações para a agropecuária que o Brasil desenvolveu nas últimas décadas, mas o país tem quase 5,3 milhões de propriedades agrícolas.

BBC Brasil – Por que a tecnologia não chega a todos?

Lopes – Grande parte das dificuldades dos agricultores nessas regiões não é tecnológica. A Embrapa tem que desenvolver e adaptar tecnologias mais adequadas e coerentes com realidade desses agricultores, e estamos fazendo isso, mas é preciso também acoplar isso a um conjunto de políticas públicas que garantam assistência técnica, crédito, treinamento e capacitação. 
Estamos engajados numa discussão séria no governo brasileiro para encontrar soluções que ajudem a trazer esse grande contingente de produtores para o mercado.
Não temos a visão do produtor que produz hoje o que comerá amanhã, mas do produtor que tenha condições de se inserir e participar do mercado nacional de produção de alimentos.

BBC Brasil – Como aumentar a produção agrícola no Brasil sem desmatar novas áreas?

Lopes – Precisaremos aumentar a eficiência. Estamos trabalhando na busca de modelos de produção que integrem lavoura e pecuária, ou lavoura, pecuária e floresta. Temos cerca de 70 milhões de hectares de pastagens degradadas que poderão gradualmente vir a ser ocupadas por esses sistemas. 
Isso casa com outro objetivo importante: desenvolver uma agricultura mais sustentável. A agricultura ainda contribui muito com a emissão de gases de efeito estufa. Precisamos reduzir ou substituir insumos que contribuem para essa emissão.
Outro grande desafio para a pesquisa agropecuária será trabalhar sistemas poupadores de mão de obra, porque ela tende a se tornar mais rarefeita no campo.
A pesquisa terá que trabalhar sistemas de automação, equipamentos e máquinas que inclusive tornem a vida no campo mais atrativa. Do contrário, a tendência das pessoas que se tornam mais escolarizadas é migrar para as cidades.

BBC Brasil – Além da urbanização, o envelhecimento da população brasileira cria novos desafios para a agricultura?

Lopes – Sim. A crescente pressão sobre sistemas de saúde e de seguridade social mostra que o paradigma da cura de doenças deverá cada vez mais ser substituído por um paradigma de prevenção de doenças. 
A agricultura será pressionada a produzir alimentos com densidade nutricional e funcional cada vez mais elevada.

BBC Brasil – Há margem para produzir mais alimentos orgânicos no Brasil?

Lopes – A produção orgânica é uma vertente importante. No entanto, temos que ser realistas. Vivemos aqui no Brasil uma realidade de clima tropical com solos naturalmente de baixa fertilidade, expostos a intempéries por milhares, milhões de anos. 
Aqui temos uma grande pressão de pragas e doenças, que, devido à humidade e à temperatura, se multiplicam rapidamente. Então produzir em maior escala conforme os preceitos da produção orgânica não é algo ainda factível.
Temos, sim, que fazer com que a produção em maior escala se dê da forma cada vez mais segura e sustentável, racionalizando o uso principalmente dos chamados defensivos ou pesticidas

 

Fonte:BBC Brasil

Equipe Agron

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