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Rebanho bovino diminui 1,8% em Mato Grosso

O rebanho bovino mato-grossense diminiu 1,8% ano passado em relação a 2011, quando foram identificados pouco mais de 29,1 milhões de animais. O percentual corresponde a menos 522,8 mil cabeças, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT). Este índice negativo era previsto pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) devido ao aumento da participação das fêmeas nos abates e da demanda por carnes. O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, explica que a crise de pastagem enfrentada no Estado tem obrigado os produtores a abater suas fêmeas para reduzir o rebanho. “Em 2010 se iniciou um problema nos pastos por causa do ataque de cigarrinhas, que somado à degradação culminou na crise enfrentada hoje no campo. Sem a recuperação ou reforma do pasto nas propriedades o futuro da pecuária fica comprometida no Estado”, disse.

 

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Para o economista e consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira, é preciso desenvolver um plano de ação e políticas públicas para enfrentar os problemas de pastagem no Estado. Oliveira destaca que a transferência de área de pastagem para agricultura não ameaça a pecuária porque a tendência é aumento de produtividade, ou seja, mais animais e animais maiores e menores áreas, mas que para isso é preciso condições. “O pecuarista tem condições de elevar sua produtividade, mas para isso é preciso ter alimento para o boi e estamos falando em pasto. O governo precisa criar linhas de crédito e políticas que amparem os pecuaristas na hora de investir”.

 

Entre os anos de 2008 e 2011 houve uma redução de 3,47% da área pastagem que foi transformada em agricultura, passando de 26 milhões de hectares para 24,9 milhões de hectares. Porém, neste período o rebanho passou de 26 milhões de animais para 29,1, o que aponta ganho de produtividade.

 

Mesmo com o investimento em tecnologias que permitiram este ganho, Vacari chama a atenção para o problema de renda do pecuarista e de pasto, duas condicionantes que podem influenciar o rebanho no Estado. Além disso, o superintendente também destaca a consequência principal do abate de fêmeas que é a falta de bezerros em dois a três anos. “Mais do que o problema de pasto, o pecuarista ainda tem que lidar com a desvalorização dos bezerros e baixa rentabilidade do sistema de cria. Com isso a consequência é uma escassez de animais em poucos anos”.

 

 

Fonte: Só Notícias

Equipe Agron

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