Estímulo para pesca e aquicultura

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Ministérios criam comissão para estimular tecnologia da pesca e aquicultura

 

A comissão irá formular medidas para apoiar o desenvolvimento científico-tecnológico e de inovação da pesca e da aquicultura brasileira. Segundo Marcelo Crivella, a parceria é o passo certo para aumentar a tecnologia na produção pesqueira: “Junto ao MCTI [Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação], formularemos os melhores editais e selecionaremos os melhores pesquisadores. Também com metas e menor custo para que, efetivamente, [o setor] se torne mais produtivo e rentável para os pescadores, para os aquicultores, para os brasileiros”.

 

Crivella informou que o Brasil ocupa o 23º lugar em produção de pescado e exporta 230 milhões de dólares por ano. Para ele, as águas brasileiras devem ser melhor aproveitadas: “Se temos a maior costa, por que temos um peixe tão caro?”, questiona o ministro.

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O ministro da Pesca e Aquicultura citou ainda o exemplo da produção de tilápia, peixe criado em cativeiro, em países com grande tecnologia. “Há tecnologias em que a tilápia consome um quilo de ração para engordar um quilo em três meses. Se nós conseguirmos desenvolver uma tilápia nas nossas águas com esse padrão genético, com esse avanço tecnológico, certamente poderemos ter o frango das águas”.

 

Para o ministro Marco Antonio Raupp, os consumidores brasileiros merecem uma oferta de produtos muito maior do que a atual. “Nós brasileiros temos que estar à altura dos recursos que Deus nos deu”. De acordo com ele, a parceria vai garantir recursos dos dois ministérios para viabilizar os projetos importantes que forem apresentados.

 

Estímulo

Recentemente ao comentar os altos preços do pescado no Brasil, o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, disse que o bolso do consumidor deverá ser beneficiado quando a produção de peixe começar a crescer no país.

 

“O mercado tem uma regra sagrada que ninguém consegue mudar: a da oferta e da procura. Se aumenta a oferta, claro que cai o preço porque a procura vai ser satisfeita. As pessoas vão ganhar na quantidade e vão poder cobrar menos para atingir um maior número de consumidores”, explicou.

 

O governo lançou no ano passado o Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que pretende incentivar a produção de pescado pela agricultura familiar. A expectativa é que sejam aproveitadas as estruturas de irrigação da pequena propriedade para alimentar os viveiros da nova atividade. Crivella lembrou que os investimentos previstos para aumentar a produção de pescado no país chegam a R$ 4,1 bilhões.

 

“A dificuldade que o Brasil tem hoje para ampliar a produção de peixe é que nunca houve um Plano Safra para implementar a aquicultura no país”, disse, ao destacar que o país ainda importa mais de US$ 1 bilhão em pescado. “As pessoas querem comer mais peixe e, como não há no mercado, importam. Com o Plano Safra, queremos produzir esse peixe aqui”, completou.

 

De acordo o ministro, os pequenos pescadores brasileiros em pior situação atualmente são os de rios, represas, açudes e barragens, onde o peixe está acabando.

 

 

Fonte:Diário de Cuiabá

 


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