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Novo foco de ferrugem é confirmado no MT

Treze focos de ferrugem asiática foram identificados e confirmados pelos laboratórios credenciados pelo Consórcio Nacional Antiferrugem nas lavouras de soja mato-grossense até esta quarta-feira (16). O caso mais recente foi registrado na segunda-feira (14) em uma lavoura de soja precoce localizada na cidade de Campos de Júlio, a 553 km da Capital, o que gerou um alerta aos produtores da região Noroeste.

 

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Coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura (CDSV/SFA/MT), Wanderlei Dias Guerra, explica que a ferrugem, no momento da colheita, pode chegar até as lavouras vizinhas. Em outras safras, essas plantações foram as mais afetadas pela doença. “O alerta é para que os produtores da região estejam atentos a partir da colheita, sobretudo com o clima chuvoso e a presença da ferrugem na proximidade”.

 

Além do clima favorável, aliado à colheita da soja precoce, que possibilita o aumento dos esporos da doença no ar, as chuvas ininterruptas também atrapalham a aplicação dos fungicidas.

 

O gerente técnico da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Luiz Nery Ribas, frisa que há cerca de uma semana as chuvas começaram com intensidade em todo o Estado e os produtores devem redobram o monitoramento. “Até então, o clima foi desfavorável para a ferrugem. Por isso não explodiu, não se manifestou como o esperado”, afirma Ribas, lembrando que os focos lançados na planilha do consórcio são indicativos “para que os produtores tomem ciência que na região tem presença da doença. Mas tem muito mais (focos)”.

 

Primeiro alerta da doença na safra 2012/2013 foi dado no início de novembro de 2012, após serem detectados focos em Alto Araguaia, a 415 km de Cuiabá, e Lucas do Rio Verde, a 354 km. Adoença se manifestou em sojas guaxas ou tigueras, que nasceram involuntariamente durante o vazio sanitário (de 15 de junho a 15 de setembro). A manifestação precoce da ferrugem nesta safra era esperada pelas entidades, já que foram encontrados fungos da doença em 80% das 200 amostras da planta guaxa coletadas próximo a rodovias e no perímetro urbano no período proibitivo. Em todo o país, até esta quarta-feira, foram registradas 82 ocorrências em vários estados.

 

 

 

Fonte: Gazeta Digital / Autor: Evania Costa

Equipe Agron

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