Feijão ficará mais caro nos próximos 30 dia no sul

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Feijão ficará até 8% mais caro nos próximos 30 dias no Sul, avanço da soja e o aumento da importação ajudam a explicar a alta do produto.

 

Embora o preço da saca de feijão esteja em alta, é a soja que atrai os produtores do Sul do Brasil nesta safra. O resultado é que um dos pratos mais típicos do brasileiro ficará mais caro para o consumidor da região. Conforme o gerente-executivo da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Francisco Schmidt, o feijão terá entre 5% e 8% de reajuste nos próximos 30 dias. O percentual dependerá da negociação com fornecedores.

 

Não é de hoje que o feijão vem perdendo a preferência dos produtores. O mercado não é tão atraente como o da soja, por exemplo, e o grão não é considerado de fácil cultivo. Por isso, enquanto a soja avança, com expectativa de colheita recorde de 12,19 milhões de toneladas no Estado neste ano, a produção de feijão toma caminho inverso.

 

Para o engenheiro agrônomo da Emater Alencar Rugeri, nem mesmo o aumento expressivo no preço da saca de 60 quilos – que saltou de R$ 108 para R$ 123 de um dia para o outro na semana passada – será suficiente para estimular os produtores e evitar a tendência de substituição.

– Os agricultores têm optado pela soja, com valorização mais garantida. Se há um aumento muito expressivo da safra de feijão, o preço da saca vai lá para baixo, e o produtor quer se proteger dessa volatilidade – afirma.

 

O analista de mercado Farias Toigo alerta para outra influência no preço do feijão: a importação da China.

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– Com o grão vindo de fora, qualquer alteração no câmbio mexe com o valor final do produto – explica.

 

Desde o ano passado, os preços para o consumidor vêm crescendo: depois de queda de 11,05% em 2011, o feijão-preto teve aumento de 44,2% em 2012 no país, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Em Porto Alegre (RS), segundo o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe), o feijão-preto teve alta de 42,81% de janeiro a novembro de 2012. O preço médio do quilo era R$ 4,03 em novembro de 2012, e R$ 2,82 um ano antes.

 

 

Fonte: Zero hora

 

 


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