Produtores poderão renegociar dívidas de arroz

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CMN aprova renegociação de dívidas dos produtores de arroz, medida também beneficiará agricultores afetados pela seca no Sul, que deve produzir 37% mais arroz em 2012/2013.

 

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira (12/12) a proposta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para renegociação das dívidas de crédito de custeio e investimento de produtores de arroz contratadas até 30 de junho de 2011. Segundo o Mapa, a taxa de juros será de 5,5% ao ano, com prazo de até 10 anos para pagamento, em parcelas anuais, sendo o primeiro vencimento em maio de 2014.

 

O Mapa informa que os produtores também poderão refinanciar as dívidas relativas às operações de Empréstimos do Governo Federal (EGF) de arroz da safra 2009/2010 que foram prorrogadas no ano passado, além das operações do FAT Giro Rural. Os interessados devem procurar a instituição financeira credora até 30 de abril de 2013 e amortizar, no mínimo, 10% do saldo devedor apurado. O banco deve formalizar a operação até 31 de julho de 2013.

 

Outra decisão do CMN que atende principalmente os produtores do Rio Grande do Sul é a possibilidade de renegociação das operações de custeio rural da safra 2011/2012 mesmo em caso de cobertura pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou de outra modalidade de seguro rural. Os produtores com prejuízos decorrentes da estiagem que atingiu municípios da região Sul poderão renegociar as dívidas excluindo o valor já coberto pelo seguro rural.

 

Produção no sul

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A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) projeta uma produção de 26,9 milhões de toneladas de grãos na safra 2012/2013, em seu cenário mais moderado. O avanço é de 37,2% sobre a safra anterior, que alcançou 19,6 milhões de toneladas, números impactados pelas perdas com a seca que atingiu o Estado. No cenário otimista, o volume colhido pode chegar a 29 milhões de toneladas.

 

As projeções apontam para a segunda maior safra da história. “Não voltaremos para os patamares anteriores, porque a safra de 2010/2011 foi a maior safra do Rio Grande do Sul”, disse o presidente da Farsul, Carlos Sperotto. Quando considerado o valor bruto da produção, a cifra deve alcançar R$ 20,8 bilhões em 2013, ante R$ 13,6 bilhões na safra passada.

 

Sobre a perspectiva de uma nova seca atingir as lavouras neste verão, Sperotto não vê um cenário climático desfavorável para a produção. “O cenário está bom, em comparação com o ano passado, quando a seca começou entre novembro e dezembro”, afirmou o presidente.

 

 

Fonte: Rural Br, por Estadão Conteúdo


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