CNA recebe chineses de olho em investimentos

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CNA recebe chineses de olho em investimento de US$ 30 bilhões.  Confederação reuniu 30 empresários da China para seminário sobre o agronegócio brasileiro.

A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou nesta terça-feira (27/11) um seminário com a participação de 30 empresários chineses, além de autoridades do governo da China, sobre o potencial de investimentos no agronegócio brasileiro, tanto em infraestrutura como em produção. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (PSD-TO), destacou que os chineses dispõem de US$ 30 bilhões para investir na América Latina e parte deste recurso pode ser direcionado para o Brasil.

 

Além da infraestrutura logística, a senadora aponta como outros negócios rentáveis a cadeia da ovinocultura e da piscicultura, duas atividades bem desenvolvidas na China. Ele observa que a ovinocultura brasileira tem potencial de rentabilidade tanto na exportação como de mercado interno, pois a indústria nacional depende de importações do Uruguai e da Argentina. Em relação à piscicultura, ela diz que os chineses têm tecnologia e são autossuficientes em pescado.

 

Um dos temas do seminário, segundo a senadora, é a internalização de capital nos investimentos. Segundo ela, existem várias formas de fazer isso, como joint venture ou fundos de investimentos que podem se associar a empresas brasileiras por meio da compra de ações.

 

Kátia Abreu observa, no entanto, que as grandes companhias têm acesso direto aos investidores internacionais, enquanto as empresas médias e os produtores rurais “não têm essa interlocução”. “O objetivo da CNA é fortalecer e diversificar a agricultura nacional, o que de certa forma evita a concentração do setor”, diz ela.

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No início de maio do próximo ano, a CNA pretende realizar um grande seminário em Pequim, desta vez com a participação de empresários brasileiros, que irão discutir oportunidades de investimento. A senadora aposta no aumento das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado chinês, como carne suína, após autoridades sanitárias terem aprovado mais oito plantas frigoríficas.

 

Fonte: Estadão Conteúdo & Foto: Ernesto de Souza / Editora Globo


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