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Feijão sofre com clima oscilante no Paraná

Com área reduzida, setor tenta elevar produtividade para atender a demanda. Escassez, no entanto, pode se agravar.

 

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O clima oscilante anuncia que o feijão deve continuar escasso, elevando a renda dos produtores mas, por outro lado, aumentando o custo do alimento no país. A primeira das três safras do produto, a mais volumosa do ano, prometia ampliar a oferta mas deve repetir os resultados de um ano atrás, com 1,24 milhão de toneladas. Maior produtor nacional, o Paraná reduziu área e deve ficar abaixo das 348 mil toneladas colhidas na temporada passada.

 

Com o clima oscilante, não será possível ampliar a produtividade a ponto de ultrapassar a colheita da safra das águas 2011/12. No Paraná, um terço das lavouras plantadas mostra-se regular e o restante em bom estado. As áreas ruins são exceção, mas a produtividade não irá muito além de 1,5 mil quilos por hectare.

 

A safra passada, base de comparação para os números atuais, foi de baixa. Só no primeiro ciclo da temporada a queda foi de 34% em relação a safra 2010/11. Foram colhidas em três safras no estado 677 mil toneladas, 17% a menos do que em 2010/11, e esse volume deve cair ainda mais, argumenta Marcelo Lüders, diretor da Correpar Corretora. “O Brasil está reduzindo a área da primeira safra. E isso deve impactar muito nos preços”, analisa.

 

Apesar da tradição no cultivo da leguminosa no Paraná, a valorização das commodities soja e milho provocou redução no cultivo do alimento, aponta Carlos Alberto Salvador, técnico da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). “Nem todos os produtores têm condições de mudar, mas quem pode migrar acaba fazendo isso para aproveitar a condição de preços”, explica.

 

Lüders salienta que o mercado já assimila essa mudança. “Os preços estão começando a subir e devem aumentar ainda mais”, prevê.

 

Quem pratica rotação de cultura ainda da espaço ao feijão. É o caso do produtor Jesse Ricardo Gomes Prestes, do município de Castro, nos Campos Gerais, que dedica 400 hectares ao grão. “A expectativa é que seja possível obter o mesmo retorno da soja, ainda que com mais riscos”, afirma. A perspectiva de alta sustenta seu ânimo.

 

Fonte: Gazeta do Povo – Igor Castanho

Equipe Agron

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