Seminário: agricultura familiar sustentável

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Seminário nacional sobre agricultura familiar sustentável divulga projetos de sucesso

 

Difundir e estimular os projetos bem sucedidos é o objetivo do Seminário Nacional de Boas Práticas em Educação Ambiental e Agricultura Familiar, que acontece em Brasília de 28 a 30 de novembro. “Mapeamos o que já está acontecendo em todo o país”, explica o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Nilo Diniz. “A partir daí, o governo federal tem embasamento para formular as políticas públicas do setor”.

 

Na noite do dia 28 (quarta-feira), será lançado o livro Boas Práticas de Educação Ambiental na Agricultura Familiar, com uma seleção de 25 experiências bem sucedidas de sustentabilidade. Os projetos foram selecionados a partir de um edital lançado pelo MMA no início do ano e que recebeu 50 inscrições.

 

Macroeducação – a metodologia Macroeducação, desenvolvida por Valéria Hammes, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) foi selecionada como uma boa prática de educação ambiental para a agricultura familiar.

 

Conforme a pesquisadora, “na prática selecionada, foram destacados 16 textos escritos por pesquisadores de várias Unidades da Embrapa, que aplicaram a metodologia para desenvolver trabalhos com agricultores familiares em diversos biomas: Amazônia, Cerrados e Mata Atlântica. As experiências na Amazônia envolvem a utilização da Macroeducação na educação e gestão ambiental de comunidades ribeirinhas nas várzeas do Rio Madeira, em Rondônia, assim como a utilização dos princípios da Agroecologia. Também envolvem a sensibilização de assentados para a biodiversidade florestal local, através do uso da música, em Rondônia, e finalmente a construção da responsabilidade social e ambiental em uma escola rural no Acre. As experiências no Cerrado envolvem melhorias na gestão ambiental de escolas rurais no Distrito Federal e a utilização dos princípios da Agroecologia na Educação Ambiental de assentados no Piauí.

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“Além disso, trabalhamos com agricultores familiares indiretamente por meio das escolas técnicas agrícolas, que também compõe a nossa experiência de capacitar professores para atendimento aos agricultores familiares na adoção de boas práticas agrícolas em busca de sustentabilidade”.

 

Na prática, a Macroeducação é uma metodologia estruturante composta por sete componentes: contextualização local para espacialização e aporte concreto de ideias, informações, conhecimentos, compromissos e sonhos, num contínuo processo, de planejamento participativo e gestão cooperativa, onde se define o tema gerador para priorização e formação de parcerias, tendo como estratégia a segurança alimentar e nutricional, que estabelece uma relação rural-urbana pela produção e consumo de alimentos, construída a partir da práxis socioambiental ver-julgar-agir, que envolve a utilização de técnicas de diagnóstico, análise e gestão ambiental.

 

Neste componente ocorre a decomposição dos “saberes” da coletividade na identificação dos atributos socioambientais e análise de impacto à qualidade de vida, que orienta o aprimoramento da percepção ambiental iniciada pela reconstrução dedutiva desses saberes no “Agir”. Por fim, ocorre o acompanhamento dos pontos fracos e fortes, oportunidades e ameaças além da avaliação de melhoria contínua dos indicadores de desempenho socioambiental e a celebração de resultados, metas e parcerias futuras.

 

Sua principal estratégia é a formação de multiplicadores de diversas ordens, cujas lideranças (primeira ordem) formam outros multiplicadores, equipes, e assim sucessivamente. Em conformidade com o conceito de sustentabilidade, busca-se incentivar o exercício da cidadania dos indivíduos, e, por conseguinte, da responsabilidade socioambiental das organizações, onde os primeiros são parte integrante e atuante. Os multiplicadores atuam como “agentes de desenvolvimento do presente e do futuro”, estabelecendo-se uma teia social de parcerias entre empresas e redes de ensino, buscando, desta forma, a capilaridade socioambiental para a formação de uma sociedade sustentável.

 

Nessa perspectiva crítica, tanto a Educação Ambiental formal (na escola) e não-formal (em todos os outros ambientes) tem como grande objetivo realçar o pensamento crítico e voltado para a resolução dos problemas, ensinando indivíduos a considerar diferentes aspectos de uma mesma questão e não apenas um ponto-de-vista, para que as decisões sejam seguras e responsáveis. Para tanto, deve incentivar nas pessoas a consciência necessária para construir parcerias e desenvolver aproximações participativas no planejamento urbano e rural.

 

Juventude – Os temas debatidos no seminário irão colaborar com a política de regularização ambiental de propriedades rurais e com a elaboração da Política Nacional de Juventude Rural. A programação pode ser acessada aqui: www.mma.gov.br/publicador/item/8757

 

 

 

Fonte: Cristina Tordin

Jornalista, MTB 28499
Embrapa Meio Ambiente

(Com informações de Letícia Verdi/ MMA)


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