Conflito com sem terra deixam feridos

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Confusão entre sem terra e pecuaristas deixa dois feridos. Eles disputam a posse de uma fazenda em Curionópolis, no Pará.

Agricultores sem terra e pecuaristas que disputam a posse de uma fazenda em Curionópolis, no Pará, reclamam de agressões. A polícia investiga quem provocou a confusão que deixou duas pessoas feridas.

Em parte da Fazenda Fazendinha vivem cerca de 500 trabalhadores rurais ligados ao MST. O acampamento, que foi montado há pouco mais de dois anos, ficaria mantido até que o INCRA definisse onde as famílias seriam assentadas. Agora os sem terra querem a desapropriação das terras.

Com a manutenção de posse da fazenda expedida pela Justiça os donos da propriedade juntamente com outros pecuaristas da região também montaram acampamento e pedem que o estado resolva o impasse.

Os donos da terra acusam os sem terra de terem retirado todo o arame da cerca que prendia o gado e ainda queimado o pasto. Na madrugada da quarta-feira (10) os sem terra teriam atirado contra o grupo de produtores rurais. Os em terra negam as acusações e diz que eles foram as vítimas. Um barraco teria sido queimado pelos pecuaristas.

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A Polícia Civil de Curionópolis investiga o ocorrido depois que duas pessoas denunciaram que foram atingidas por balas perdidas durante a madrugada da quarta-feira, enquanto passavam perto da fazenda. Um rapaz teria sido uma das vítimas.

Para protestar os sem terra interditaram a PA-275 na quarta-feira (10) por 16 horas, provocando um engarrafamento de sete quilômetros. Os sem terra concordaram liberar a estrada depois que ficou acertada para esta quinta-feira (11) uma reunião entre lideranças do movimento, Delegacia de Conflitos Agrários e o INCRA para discutir a situação da Fazenda Fazendinha.

O superintendente do INCRA na região Edson Bonete não deu previsão de quando os trabalhadores sem terra serão assentados. O dono da fazenda pretende entrar com uma nova ação na Justiça pedindo a reintegração de posse também da área cedida para o acampamento dos sem terra.

 

Do Globo Rural


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