Pesquisador ressalta importância do programa agricultura
Pesquisador ressalta importância do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Car
O supervisor do Departamento de Transferência de Tecnologia da Embrapa e pesquisador Luiz Adriano Maia Cordeiro foi convidado pelo Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Fernando Mendes Lamas, a ministrar uma palestra sobre o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), no dia 26 de abril, às 9h30, em Campo Grande.
A palestra acontece durante reunião do Conselho Deliberativo do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Condel/FCO) – órgão colegiado vinculado ao Ministério da Integração Nacional (MI), que está marcada às 9h, no auditório da Famasul. Segundo o pesquisador, “a região Centro-Oeste, em função da forte vocação agropecuária e do desempenho econômico deste setor é referencial no aspecto tecnológico. Por isso, terá participação fundamental dentro dos compromissos do Plano Setorial e do Programa ABC”.
O Programa ABC é uma linha de financiamento e crédito rural instituída pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para alavancar a adoção das tecnologias previstas nos compromissos por parte dos agricultores para mitigar a emissão de gases de efeito estufa. Por isso, para o Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011, foram disponibilizados R$ 2 bilhões.
A demanda pela discussão sobre o Programa ABC durante o Condel/FCO surgiu a pedido do secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste Marcelo Contreiras de Almeida Dourado, durante visita do Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste ao Ministério da Integração Nacional no mês de abril.
Segundo Cordeiro, a principal abordagem da palestra serão os compromissos assumidos pelo Brasil na COP-15, em 2009, que resultou na composição da Política Nacional sobre Mudanças do Clima (PNMC). “A Embrapa está envolvida neste Plano desde o início, pois alguns de seus pesquisadores auxiliaram os governantes a definirem os compromissos do Brasil na COP-15. Além disso, faz parte do Grupo de Trabalho que está elaborando o Plano, bem como as ações iniciais de divulgação do Programa ABC, do MAPA.”
Planos de atuação
A legislação do PNMC prevê que o Poder Executivo estabeleça planos setoriais de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas para a consolidação de uma política de redução da emissão de CO2 pelos diversos setores da economia, como a agricultura. O plano voltado para a agricultura é um conjunto de ações sobre a ampliação da adoção de tecnologias agropecuárias sustentáveis.
Por esse motivo, a Embrapa – empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento –, possui diversos projetos de pesquisas que abordam os temas tecnológicos componentes desta política pública, gerando conhecimentos com embasamento científico. “No tema Integração Lavoura-Pecuária (iLPF), por exemplo, a Embrapa vem intensificando a sua atuação em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação visando à expansão segura e sustentável destas tecnologias pelo sistema produtivo nacional”, diz Cordeiro.
No Brasil, estão previstos a recuperação de pastagens degradadas em 15 milhões ha, a adoção de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) em 4 milhões ha, o aumento do uso de Sistema Plantio Direto (SPD) em 8 milhões ha e da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) em 5,5 milhões ha, além da ampliação de área de Florestas Plantadas em 3 milhões ha e aumento do volume de tratamento de dejetos animais em 4,4 milhões m3.
O sistema de iLPF, atualmente, é trabalhado por 33 centros de pesquisa da Embrapa em todos os biomas brasileiros, com objetivo de gerar, validar e transferir tecnologias para técnicos, professores, estudantes e produtores rurais, utilizando as Unidades de Referência Tecnológica (URT).
Para sensibilizar produtores rurais e técnicos, foi realizado um evento nacional em Brasília no ano de 2010, bem como de eventos estaduais em 2011, com o objetivo de se formarem comissões para implantar o Programa ABC. “Até o momento, dez Estados já estão com os grupos gestores formados e estão elaborando os planos estaduais que irão pautar a participação destes Estados no Plano”.
Fonte: Embrapa
