Kátia Abreu: \”Brasil é modelo alimentar e ambiental\”
O dia 5 de abril de 2011 é um dia histórico para o setor agropecuário brasileiro. Estão reunidos em Brasília nesta terça-feira, na Esplanada dos Ministérios, mais de 23 mil produtores rurais de todas as partes do Brasil em uma mobilização pela votação da atualização do Código Florestal.
Cerca de 500 ônibus chegaram a Brasília cheios de vontade de lutar pela modernização da legislação ambiental com o objetivo de dar ao campo segurança jurídica, além de garantir à população brasileira alimentos de qualidade e custo acessível.
"Esperamos conscientizar o governo, parlamentares e a sociedade brasileira sobre a importância de aprovarmos o relatório do deputado Aldo Rebelo", disse Luiz Carlos Heinze, deputado federal pelo PP/RS.
O ex-secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo, Xico Graziano, afirma que "é preciso vencer os radicais, ambientalistas e ruralistas", e aposta na aproximação das duas frentes como forma de se obter equilíbrio para as decisões finais sobre a alteração do Código Florestal.
Produtores
A participação massiva dos produtores rurais nesta manifestação que acontece em Brasília é o que dá o tom do evento. Unidos, os agricultores afirmaram estar "em uma só voz: na voz do novo Código Florestal Brasileiro".
Para Leonildo Bares, produtor rural de Sinop/MT, "precisamos de leis que incentivem o produtor rural a permanecer no campo e produzir mais".
"Temos que reduzir a reserva legal para não passarmos fome", diz Domingos Watanabe, produtor de Ubiratã/PR.
O Notícias Agrícolas transmite essa mobilizaçao nacional AO VIVO e nossa equipe traz as informações atualizadas em tempo real dos acontecimentos em Brasília.
Por volta de 9h15, foi realizada a abertura oficial do evento, com a execução do hino nacional e mais um toque de berrantes.
Em seguida, deu-se início a uma missa campal, onde a presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), a senadora Kátia Abreu fez uma oração pedindo sabedoria aos legisladores, equilíbrio entre a preservação e a produção e o fim de preconceitos "e paixões que possam retroceder a economia".
Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

