Brasil apresenta programas sociais em reunião da FAO
Cooperativa mostrará como funciona o projeto da merenda escolar no país. O encontro, na Nicarágua, reúne diversos países da América Latina.
Começa nesta segunda-feira (21), na Nicarágua, um encontro da FAO, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, com a participação de diversos países da América Latina. O Brasil apresentará os resultados de alguns programas sociais que envolvem a agricultura familiar.
O Brasil participará do encontro com representantes dos ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social.
Serão apresentados dois programas: o primeiro é o PAA, Programa de Aquisição de Alimentos, pelo qual 165 mil famílias que vivem de agricultura familiar foram beneficiadas vendendo produtos para a alimentação em creches, escolas e restaurantes comunitários; o segundo é o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que permitiu que 46 milhões de alunos fossem atendidos em todo o país.
Os agricultores familiares de Capela do Alto, em São Paulo, estão satisfeitos com o programa de venda de Alimentos para a merenda escolar. Os produtos saem da roça e vão direto para a cozinha municipal.
O agricultor Sijeo Ishikawa produz hortaliças em Capela do Alto, região sudeste de São Paulo. Na propriedade familiar, ele cultiva de forma convencional e por meio da hidroponia. No sítio tem alface, couve, hortelã e dezenas de outros itens. Toda semana ele entrega os produtos na cooperativa da região. O destino final é a merenda escolar. "Alface, cebolinha, salsinha e outras variedades conforme a necessidade da cooperativa”, disse.
A cooperativa para onde Sijeo Ishikawa e outros 80 agricultores entregam os produtos fica em Araçoiaba da Serra. A cooperativa fornece alimentos para a merenda escolar, dentro do programa de aquisição do governo federal.
A agricultora Fátima de Almeida Alves foi entregar pimentão e pepino. "Dá uma segurança para o produtor. Tem como gastar porque tem certeza do retorno", disse.
Outra vantagem é o preço, que é melhor na média ao longo do ano. A diferença é mais significativa ainda na safra, quando há mais oferta do produto. Pelo quilo do pimentão, a agricultora recebe R$ 1,66 dentro do programa. Mas do atravessar ela só recebe R$ 0,80.
O programa, do governo federal, determina que todos os municípios utilizem, dos recursos repassados para a merenda pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, no mínimo 30% na compra de produtos da agricultura familiar. Em um ano, o interesse dos pequenos produtores cresceu muito e a cooperativa se uniu a outras seis e formou uma central para facilitar os contatos com as prefeituras e honrar os compromissos. Cerca de 800 produtores da central de cooperativas já fornecem para o Programa Merenda Escolar.
Sete escolas municipais e uma estadual recebem os alimentos. “Para a merenda escolar vem alface, repolho, pepino, tomate, banana e laranja para fazer suco. Antes do programa não existiam vegetais na alimentação das crianças, só legumes como batata e cenoura. Agora, vem o produto direto do produtor fresquinho e tudo certinho, conforme pedido na especificação”, explicou a nutricionista Talita Mazzari.
O encontro na Nicarágua termina na terça-feira (22).
Fonte: G1.com

