Produção em querência/mt está ameaçada pelo ibama

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Cerca de 12 mil hectares de soja cultivados na região de Querência, no nordeste de Mato Grosso, estão prestes a apodrecer no campo. Não bastasse o longo período de chuvas que assolam as lavouras, agora, o andamento da colheita está interrompido de vez por força de embargos ambientais expedidos pelo IBAMA, por falta de licenciamento ambiental. São 87 interdições, sendo 34 em propriedades privadas e 53 no assentamento Pingo D’Água.

De acordo com o assessor jurídico e ambiental que atua na região, Marcelo da Cunha, a principal queixa dos produtores quanto aos embargos é que das 34 propriedades, 33 aderiram ao programa de regularização ambiental do Estado, o MT Legal. Do montante, 10 propriedades possuem o CAR (Cadastro Ambiental Rural), enquanto que o restante dos processos protocolados está emperrado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), aguardando liberação. “O município tem 80,51% das áreas inseridas na base cadastral do Estado. Isto mostra o comprometimento da região com o cumprimento da legislação”.

Segundo Cunha, além da interdição das áreas, os servidores do órgão estão orientando as armazenadoras a não comprar soja das propriedades vistoriadas. “Temos o caso de um produtor que, mesmo com o CAR, tem 95 hectares embargados de uma área de 900 ha, e não consegue vender um grão de soja sequer por conta das autuações”.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, um acordo entre a Sema e o Ibama garante, por meio do MT Legal, que todos os produtores que buscarem a regularização até o prazo de 16 de novembro de 2012 não sofrerão penalidades ambientais.

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fonte: Diário de Cuiabá


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