Impacto do exame andrológico dos touros em sistemas de cria

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Por Sílvio Renato Oliveira Menegassi, Júlio Otávio Jardim Barcellos, Vinícius do Nascimento Lampert, Vanessa Peripolli, João Batista Souza Borges.

Os sistemas de produção vigentes no Rio Grande do Sul, assim como as principais regiões produtoras do Brasil, ainda apresentam índices de produtividade baixos, ao compararmos com outras regiões produtoras do mundo. O índice de desmama é de aproximadamente 55%, o percentual de touros é de 3,8%, a monta natural é utilizada por mais de 90% dos produtores e apenas 10,5% realizam exame andrológico como rotina anual (UFRGS, 2005). Um entrave para a melhoria do desempenho bioeconômico do sistema são os problemas nutricionais e sanitários encontrados no rebanho que aliados a presença de touros inférteis resultam em baixa eficiência reprodutiva (Trenkle & Willham, 1977).

Para aumentar a eficiência em sistemas de produção de cria deve-se buscar elevar a taxa de desmama, peso dos bezerros, peso das vacas de descarte e reduzir a idade ao primeiro parto (Beretta, 2001). Cabe ressaltar que a eficiência reprodutiva torna-se ainda mais dependente do touro quando as vacas têm alta taxa de ciclicidade ovariana.

Neste contexto, a importância do touro é evidente, pois é responsável por mais de 90% da genética do rebanho apesar de constituir apenas 5% do mesmo. Na sua vida útil, tem a oportunidade de produzir de 100 a 300 bezerros, dependendo da relação touro/vaca e da taxas de prenhez neste período (Amaral et al, 2003). Como a maioria dos criadores ainda tem pouca informação sobre a fertilidade de seus touros, a identificação desses animais e as causas de descartes são imperiosas, pois esses touros podem não ser identificados até o final da estação reprodutiva, ocasionando um elevado número de vacas falhadas (Amann et al., 2000).

O exame andrológico possibilita conhecer a fertilidade potencial do touro, e a sua importância é reportada por vários autores como Lagerloff (1936), Silva et al. (1981), Fonseca et al. (1997), Moraes et al. (1998) e Menegassi et al. (2008). Contudo, os benefícios econômicos do exame andrológico prévio à temporada de monta ainda são pouco estudados.

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O interesse na pesquisa originou-se a partir dos resultados do Programa de Avaliação de Touros a campo (PAT ) no município de Júlio de Castilhos, estado do Rio Grande do Sul (RS), que apontavam uma melhoria nos índices de prenhez em propriedades que utilizavam o exame andrológico (Menegassi & Vieira, 2006). Desta forma, o objetivo deste trabalho foi determinar o impacto bioeconômico do exame andrológico em sistemas de cria a fim de verificar sua importância como prática de manejo que auxilie na melhoria da eficiência produtiva e econômica do rebanho.

Fonte: Sílvio Renato Oliveira Menegassi


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