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Mofo branco preocupa produtores de soja do norte do Paraná

Fungo é resistente e pode causar muitos prejuízos aos agricultores.

Até hoje os produtores de soja do norte do Paraná não conviviam com o mofo branco. Porém, a doença apareceu nesta safra. O excesso de chuvas e uma possível disseminação do fungo em sementes de plantas de cobertura podem ter provocado a doença na região.

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O produtor Moacir Canônico percebeu o mofo branco este ano pela primeira vez na plantação. O problema afeta 5% dos 200 hectares de soja que ele plantou em Rolândia. Parece pouco, mas sem cuidados, pode se tornar um problema grave. O fungo que causa a doença pode ter como hospedeiras mais de 400 espécies. Na propriedade de Moacir, o mofo branco teria entrado na lavoura através de uma rotação de culturas feita pelo agricultor.

– Provavelmente foi de uma rotação que eu fiz com nabo forrageiro, e ele é um dos hospedeiros. Então, provavelmente seja isto porque está bem localizado na parte da propriedade onde eu tinha nabo forrageiro – comenta.

Na fase de amadurecimento da soja o estrago causado pelo fungo não fica visível. Vista de perto, a planta doente revela a haste principal seca. As laterais têm vagens pequenas e murchas e os grãos perdem o vigor e secam. Essa estrutura de resistência, uma espécie de casulo escuro, é onde o fungo fica incubado, até que o clima fique úmido o bastante para favorecer sua manifestação.

O excesso de chuvas é a principal causa do aparecimento do mofo branco em áreas que antes não registravam o problema. A conta pelo descontrole do clima vai ser paga pelo produtor, nos próximos oito a 10 anos. É o período médio em que o fungo sobrevive, mesmo com o controle químico e o manejo adaptado que deve ser feito na lavoura.

O mofo branco ataca o sul do Paraná há alguns anos, como também algumas regiões do centro-oeste do país, no sul de Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso. O oeste da Bahia também tem registros do fungo. É preciso tomar medidas para evitar que a praga se instale na lavoura. Depois que a área é contaminada, resta monitorar e adotar ações que, por enquanto, apenas diminuem o prejuízo.

– Dependendo de como ele aparece, geralmente há ocorrência em “reboleiras”, como a gente chama. O agricultor pode fazer a eliminação dessas plantas, e a queima e, no momento da colheita, desviar desses locais infectados – afirma Rafael Soares, pesquisador da Embrapa Soja.

– Beneficiar essa soja, se ela for usada para semente, de forma adequada, utilizando equipamentos adequados, no caso o “espiral”, equipamento que separa a estrutura do fungo da semente de soja, tratar essa semente com fungicida. É importante que limpe as máquinas, que o agricultor deixe essa área para colher por último. Tem que se evitar ao máximo essa disseminação – finaliza.

Fonte: Canal Rural

Luiz Carlos

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