Aparentemente todos os ventos estão soprando a favor da alta nos preços do trigo no mercado interno brasileiro: a introdução de um novo player, o exportador, para disputar o produto, que elevou as cotações em aproximadamente 6,82% nos últimos 30 dias, as perspectivas de alta nos mercados internacionais, que poderão se refletir no aumento dos preços dos trigos importados e, assim, tornar o trigo nacional mais atrativo e, finalmente, a redução dos estoques, que estão sendo consumidos nesta entressafra. Contudo, há dois fatores que poderão eventualmente jogar contra esta tendência: a) justamente a alta dos preços internacionais que aumentará os preços dos trigos importados para níveis quase estratosféricos, obrigará os moinhos a continuar com a política de fazer média com os preços nacionais, mantendo-os menores, uma vez que o seu principal produto, a farinha de panificação, está com preços em queda; b) se os preços da matéria prima se tornarem elevados demais, é possível que o governo jogue no mercado, entre junho e agosto deste ano, as suas 1,2 milhão de toneladas que tem em estoque a preços menores, para tentar frear a inflação do pãozinho que seria inevitável de outra forma. Neste momento não é possível afirmar nem uma coisa nem outra, mas apenas antever a possibilidade e disparar o alerta.
Fonte: Trigo & Farinhas
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