CNA rebate regulação de mercados de commodities agrícolas
Para senadora Kátia Abreu, fim dos subsídios agrícolas é alternativa para
ampliar oferta mundial de alimentos
Brasília (17/02/2011) – O fim dos subsídios que dificultam
e impedem a comercialização internacional de produtos agrícolas é uma forma de estimular o aumento da produção agropecuária nacional. Sem os entraves
comerciais que desestimulam as atividades no campo, o Brasil pode produzir mais e oferecer excedentes que atendam à crescente demanda mundial por alimentos.
agrícolas. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que preside o G-8 e G-20,
que reúnem os oito mais ricos e os outros 12 em desenvolvimento, defende ainda a formação de estoques mundiais de alimentos, produtos que poderiam ser vendidos para garantir o abastecimento em momentos de oferta reduzida.
estabilidade dos mercados é “tardia e inoportuna”. “Colocar a
culpa nos especuladores internacionais, responsabilizando-os pelo risco da
inflação mundial é mostrar despreparo e desconhecimento para lidar com o
assunto”, afirma.
PREÇOS – O aumento da demanda mundial por alimentos, em especial nas economias dos países emergentes, num ritmo superior aos estoques disponíveis tem elevado os preços das commodities agrícolas. Levantamento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) mostra que os preços de um grupo de cinco produtos (carnes, lácteos, cereais, óleos e açúcar) subiram 28,3% em doze meses, entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011.
Parte da redução da oferta mundial de alimentos é explicada pela queda na safra 2009/2010 de países produtores de grãos. Os analistas chamam a atenção para a queda de produção de trigo devido a razões climáticas, principalmente na Rússia, Ucrânia e Cazaquistão. No caso da soja, a relação entre estoque e consumo gira em torno de 24%. As projeções apontam, no entanto, que, em 2011, essa relação pode cair para 23%, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Assessoria de Comunicação da CNA
